Independentemente de quem ganhar a eleição presidencial no dia 31/10, o Paraná terá força e participação no governo federal como nunca teve em seus mais de 150 anos de história.
Atualmente 4 ministérios e a direção da Usina de Itaipu são ocupados por Paranaenses: Gilberto Carvalho (Gabinete Presidencial), Marcia Lopes (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Paulo Bernardo (Planejamento) e Jorge Samek (direção geral da Usina de Itaipu).
Caso a Dilma Rousseff ganhe e o PT continue no governo, Osmar Dias (PDT) e Orlando Pessuti (PMDB) poderão ser os Paranaenses à assumir um ministério. Osmar se escolhido ficará com a pasta da Agricultura, que até maio deste ano também era ocupada por um Paranaense, Reinhold Stephanes (PMDB). Já Pessuti, poderá ocupar um cargo de coordenação da organização da Copa do Mundo de 2014. Além de Paulo Bernardo, que se Dilma vencer, já tem sua permanência na pasta do Planejamento garantida, a mesma coisa vale para Jorge Samek na direção geral de Itaipu. Já Gilberto Carvalho e sua irmã, Marcia Lopes, correm risco de ficar de fora de algum ministério, mas não serão esquecidos: eles irão acompanhar Lula, que com certeza irá ocupar um bom cargo no governo da Dilma.
Caso José Serra ganhe e o PSDB volte ao governo, Álvaro Dias, Gustavo Fruet e Euclides Scalco poderão assumir algum ministério ou cargo importante. Álvaro poderá ficar com a pasta de Relações Institucionais ou com a dos Esportes (esta mais difícil, já que Alvaro é desafeto do presidente da CBF, Ricardo Teixeira). Pesa ao seu favor o fato de que ele é um dos principais líderes da Oposição no Congresso Nacional, mas pesa contra, o fato de ele ter "brigado" com o Diretório Estadual do PSDB. Já Fruet, se for escolhido, será como uma recompensa por ele ter deixado uma reeleição certa na Câmara dos Deputados para tentar a sorte na eleição para Senador, à pedido da executiva nacional do partido, que após a definição de Osmar Dias (a 2ª vaga da Coligação "Novo Paraná" ficou reservada para ele mesmo após a convenção do PSDB), pediu para que ele (Fruet) fosse candidato ao Senado, e mesmo com uma candidatura lançada no "apagar das luzes" (como se diz no futebol), ficou a 1 ponto percentual de vencer Roberto Requião (PMDB). Já Euclides Scalco, "só não será ministro se não quiser", já que ele é um dos tucanos mais respeitados e ouvidos do Brasil e foi da Secretaria-geral da Presidência da República de Fernando Henrique Cardoso, porém, Scalco tem passado os ultimos anos atuando mais nos bastidores, como nas candidaturas de Beto Richa ao governo do estado em 2002 e deste ano e para a prefeitura de Curitiba em 2004 e 2008, na candidatura de Àlvaro Dias ao Senado em 2006 e na do Gustavo Fruet neste ano, da qual ele (Scalco) foi candidato a Suplente.
Seja com Dilma ou Serra, o Paraná terá importância. Digo que se continuarmos assim, teremos um Paranaense na Presidência da República daqui a 20 anos (ou até menos).
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