Coluna do Gustavo Chapacais
Li uma ótima matéria da revista IstoÉ da semana que passou (nº 2136 do dia 20/10/2010) que aborda o tema da religiosidade nestas eleições, mas não só a religiosidade, como também o esquecimento de assuntos importantes por parte dos candidatos e de suas campanhas. De fato, os dois candidatos que concorrem à presidência curvaram-se às questões dogmáticas e esqueceram das propostas que realmente interessam aos eleitores, como economia, saneamento e reforma política.
Outros temas de igual importância foram abordados, sim, mas de uma forma tão superficial, que passaram despercebidos por nós, eleitores. É o caso do Banco Central, em que a candidata do PT, Dilma Rousseff, defende a autonomia da instituição e o candidato José Serra (PSDB), com o jeito de governar voltado ao passado, defende que o BC seja subordinado ao Ministério da Fazenda, como ocorria nos governos anteriores ao de Lula. Para saber disso, o eleitor recorre aos meios de comunicação, até porque nos debates e programas eleitorais não são propostas presentes.
No caso do saneamento, recentes dados do IBGE mostram que pequena parcela da população tem acesso à água tratada ou a tratamento de esgoto (neste último caso, até eu, que vivo economicamente bem, sou vítima), mas as propostas nem estão aí. De um lado há a presença do PAC, que pode ser sim, se as obras transcorrerem bem, a salvação do caos do saneamento. Do outro lado trata-se apenas como questão de saúde, quando também podemos considerar questão de infra-estrutura, que em muitos municípios nem está presente.
Um dos temas que interessam ao eleitor que olha para o futuro é uma reforma política, que definirá as regras do jogo eleitoral nas próximas eleições, bem como financiamento de campanha, reeleição para o Executivo, entre outros aspectos. Certamente esse é um tema que interessa ao eleitor, não pelo fato eleitoral, mas também pela possibilidade de se combater, frente a frente, a corrupção tão presente em nossa nação. Até a questão do aborto tem sido debatida apenas como questão religiosa, quando sabemos que deve ser tratada também como questão de saúde pública.
As boas notícias é que, nesta última semana de campanha, os dois lados prometeram mudar o tom, já que nas passadas semanas a campanha de José Serra servira apenas para atacar a adversária - de forma leviana e pouco convincente, diga-se de passagem - fazendo com que a própria Dilma tivesse que apenas se defender, obscurecendo um tanto sua campanha. Inclusive, o candidato tucano tem usado de armas nesta eleição, como o próprio caso do aborto e da religiosidade, pondo em dúvida as posições dogmáticas da candidata do PT e do presidente Lula. O desespero subiu à cabeça do derrotado desta reta final, mas disso falarei na quinta-feira, no meu próximo texto neste blog.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Há 8 anos atrás, "Pedágio: ou abaixa ou acaba" era o 'sucesso' do Horário Político no PR
Há 8 anos atrás, o então Senador da República e candidato ao governo do estado pelo PMDB, Roberto Requião, repetia diversas vezes a seguinte frase no Rádio e na TV: "Pedágio: Ou ABAIXA ou ACABA!". Pois bem, todos nós sabemos que Requião não conseguiu cumprir esta promessa devido ao fato de que o contrato de concessão dos pedágios no PR foi tão bem feito que não há como mudá-lo sem rasgá-lo.
Além disso a eleição de 2002 no Paraná ficou marcada por uma disputa muito apertada entre dois ex-aliados: o próprio Requião e Álvaro Dias, que foram aliados nos anos 80 e 90, e se enfrentariam pela 1ª vez. Requião era candidato pelo PMDB, sem coligação, já Álvaro Dias era candidato pelo PDT, com apoio do PTB, do PTN, do PPB, do PRP e do PT do B. Correndo por fora estavam: Padre Roque, do PT (com apoio do PHS, do PCB, do PC do B e do PL), Beto Richa, do PSDB (com apoio do PFL, do PSL e do PAN) e candidato do então governador, Jaime Lerner, e Rubens Bueno, do PPS (com apoio do PV).
Além da briga pelo governo, havia a briga pelo Senado. No início da campanha os candidatos com mais chances de estarem entre os 2 Senadores eleitos eram: Osmar Dias, do PDT, Paulo Pimentel, do PMDB, Tony Garcia (o mesmo que roubou várias pessoas com o Consórcio Nacional Garibaldi, que faliu em 94), do PPB, Edésio Passos, do PT e Luciano Pizzato, do PFL.
Quem venceu o 1º turno foi Àlvaro Dias, do PDT, que conseguiu 1.616.047 votos (31,40% dos votos), contra 1.347.353 votos (26,17% dos votos) de Requião. Ambos se classificaram para o 2º turno.
Vejam o resultado do 1º Turno para Governador do Paraná:
ÁLVARO FERNANDES DIAS (PDT) 1.616.047 votos (31,40%) PDT/PTB/PTN/PPB/PRP/PT do B
ROBERTO REQUIÃO DE MELLO E SILVA (PMDB) 1.347.353 votos (26,17%)
CARLOS ALBERTO RICHA (PSDB) 888.837 votos (17,27%) PSDB/PFL/PSL/PAN
ROQUE ZIMMERMANN (PT) 842.399 votos (16,36%) PT/PHS/PCB/PC do B/PL
RUBENS BUENO (PPS) 362.464 votos (7,04%) PPS/PV
SEVERINO NUNES DE ARAÚJO (PSB) 47.903 votos (0,93%) PSB/PGT
GIOVANI GIONEDIS 26.567 votos (PSC) (0,51%) PSC/PST
CLAUDEMIR FIGUEIREDO PESSOA (PSTU) 5.517 votos (0,10%)
CIRUS ITIBERE DA CUNHA (PSD) 3.351 votos (0,06%)
JAMIL NAKAD (PRTB) 2.869 votos (0,05%)
JOSÉ GLADSTON BISPO (PRONA) 1.814 votos (0,03%)
ABRAHÃO BARBOSA EMILIO JUNIOR (PTC) 1.495 votos (0,02%)
Classificados para o 2º turno.
Já na eleição para Senador, tivemos nada menos do que 17 candidatos lutando por 2 cadeiras no Senado Federal. Os favoritos a vitória eram: Osmar Dias, do PDT, Paulo Pimentel, do PMDB, Tony Garcia (o mesmo que roubou várias pessoas com o Consórcio Nacional Garibaldi, que faliu em 94), do PPB, Edésio Passos, do PT e Luciano Pizzato, do PFL. Porém, ninguem contava com um cara até então desconhecido no mundo da política, chamado Flávio Arns. Arns começou atrás nas pesquisas, e até a ultima semana de campanha, estava perdendo a 2ª vaga para o ex-governador e experiente político do PMDB, Paulo Pimentel. Mas, eis que no dia da eleição Arns acaba virando e ficando com a 2ª vaga.
Vejam o resultado para o Senado Federal:
Obs.: Nesta eleição cada eleitor teve direito a 2 votos para o cargo de Senador para o preenchimento de 2 vagas.
OSMAR FERNANDES DIAS (PDT) 2.776.368 votos (30,06%) PDT/PTB/PTN/PPB/PRP/PT do B
FLÁVIO JOSÉ ARNS (PT) 1.995.730 votos (21,60%) PT/PHS/PCB/PC do B/PL
PAULO CRUZ PIMENTEL (PMDB) 1.091.822 votos (11,82%)
EDÉSIO FRANCO PASSOS (PT) 958.962 votos (10,38%) PT/PHS/PCB/PC do B/PL
LUCIANO PIZZATTO (PFL) 899.998 votos (9,74%) PSDB/PFL/PSL/PAN
ANTONIO CELSO GARCIA (PPB) 666.227 votos (7,21%) PDT/PTB/PTN/PPB/PRP/PT do B
NITIS JACON DE ARAUJO MOREIRA (PSDB) 648.828 votos (7,02%) PSDB/PFL/PSL/PAN
AFFONSO ANTONIUK (PPS) 56.924 votos (0,61%)
NELY LIDIA VALENTE DE ALMEIDA (PSC) 56.602 votos (0,61%) PSC/PST
EDA MARIA SLOMP (PV) 24.393 votos (0,26%)
RALPH DURVAL MOREIRA DE SOUZA (PSB) 19.516 votos (0,21%) PSB/PGT
ANTONIO PROCOPIAK NETO (PSDC) 11.880 votos (0,12%)
ABEL DE SOUZA MORANGUEIRA (PRTB) 9.205 votos (0,10%)
ARISTIDES MOSSAMBANI (PSD) 8.368 votos (0,09%)
JULIO CEZAR DE JESUS (PSTU) 6.381 votos (0,06%)
EVERALDO SILVA (PRONA) 3.330 votos (0,03%)
ROGÉRIO MIRANDA DE MELLO (PTC) 1.376 votos (0,01%)
Senadores Eleitos
2º Turno
Dizem que o 2º turno é uma "nova eleição". Em 2002 no Paraná foi isto que aconteceu, pois Requião (que perdeu no 1º turno) conseguiu virar e venceu a eleição. Requião contou com apoio do PT de Flávio Arns e do Padre Roque, enquanto o PSDB do Beto Richa e o PFL do Luciano Pizzato e o PPS do Rubens Bueno apoiaram Alvaro Dias. Requião virou a eleição graças a promessa de baixar os preços ou acabar com o pedágio no Paraná. Requião, que havia usado pouco esta arma no 1º turno, passou a usá-la com frequência no 2º Turno, ela lhe deu a vitória. ALém disto, Requião teve mais apoios do que Dias, já que todos os candidatos "nanicos" foram com Requião.
Resultado do 2º turno:
ROBERTO REQUIÃO DE MELLO E SILVA (PMDB) 2.681.811 votos (55,15%)
ÁLVARO FERNANDES DIAS (PDT) 2.180.922 votos (44,85%) PDT/PTB/PTN/PPB/PRP/PT do B
Eleito
Além disso a eleição de 2002 no Paraná ficou marcada por uma disputa muito apertada entre dois ex-aliados: o próprio Requião e Álvaro Dias, que foram aliados nos anos 80 e 90, e se enfrentariam pela 1ª vez. Requião era candidato pelo PMDB, sem coligação, já Álvaro Dias era candidato pelo PDT, com apoio do PTB, do PTN, do PPB, do PRP e do PT do B. Correndo por fora estavam: Padre Roque, do PT (com apoio do PHS, do PCB, do PC do B e do PL), Beto Richa, do PSDB (com apoio do PFL, do PSL e do PAN) e candidato do então governador, Jaime Lerner, e Rubens Bueno, do PPS (com apoio do PV).
Além da briga pelo governo, havia a briga pelo Senado. No início da campanha os candidatos com mais chances de estarem entre os 2 Senadores eleitos eram: Osmar Dias, do PDT, Paulo Pimentel, do PMDB, Tony Garcia (o mesmo que roubou várias pessoas com o Consórcio Nacional Garibaldi, que faliu em 94), do PPB, Edésio Passos, do PT e Luciano Pizzato, do PFL.
Quem venceu o 1º turno foi Àlvaro Dias, do PDT, que conseguiu 1.616.047 votos (31,40% dos votos), contra 1.347.353 votos (26,17% dos votos) de Requião. Ambos se classificaram para o 2º turno.
Vejam o resultado do 1º Turno para Governador do Paraná:
ÁLVARO FERNANDES DIAS (PDT) 1.616.047 votos (31,40%) PDT/PTB/PTN/PPB/PRP/PT do B
ROBERTO REQUIÃO DE MELLO E SILVA (PMDB) 1.347.353 votos (26,17%)
CARLOS ALBERTO RICHA (PSDB) 888.837 votos (17,27%) PSDB/PFL/PSL/PAN
ROQUE ZIMMERMANN (PT) 842.399 votos (16,36%) PT/PHS/PCB/PC do B/PL
RUBENS BUENO (PPS) 362.464 votos (7,04%) PPS/PV
SEVERINO NUNES DE ARAÚJO (PSB) 47.903 votos (0,93%) PSB/PGT
GIOVANI GIONEDIS 26.567 votos (PSC) (0,51%) PSC/PST
CLAUDEMIR FIGUEIREDO PESSOA (PSTU) 5.517 votos (0,10%)
CIRUS ITIBERE DA CUNHA (PSD) 3.351 votos (0,06%)
JAMIL NAKAD (PRTB) 2.869 votos (0,05%)
JOSÉ GLADSTON BISPO (PRONA) 1.814 votos (0,03%)
ABRAHÃO BARBOSA EMILIO JUNIOR (PTC) 1.495 votos (0,02%)
Classificados para o 2º turno.
Já na eleição para Senador, tivemos nada menos do que 17 candidatos lutando por 2 cadeiras no Senado Federal. Os favoritos a vitória eram: Osmar Dias, do PDT, Paulo Pimentel, do PMDB, Tony Garcia (o mesmo que roubou várias pessoas com o Consórcio Nacional Garibaldi, que faliu em 94), do PPB, Edésio Passos, do PT e Luciano Pizzato, do PFL. Porém, ninguem contava com um cara até então desconhecido no mundo da política, chamado Flávio Arns. Arns começou atrás nas pesquisas, e até a ultima semana de campanha, estava perdendo a 2ª vaga para o ex-governador e experiente político do PMDB, Paulo Pimentel. Mas, eis que no dia da eleição Arns acaba virando e ficando com a 2ª vaga.
Vejam o resultado para o Senado Federal:
Obs.: Nesta eleição cada eleitor teve direito a 2 votos para o cargo de Senador para o preenchimento de 2 vagas.
OSMAR FERNANDES DIAS (PDT) 2.776.368 votos (30,06%) PDT/PTB/PTN/PPB/PRP/PT do B
FLÁVIO JOSÉ ARNS (PT) 1.995.730 votos (21,60%) PT/PHS/PCB/PC do B/PL
PAULO CRUZ PIMENTEL (PMDB) 1.091.822 votos (11,82%)
EDÉSIO FRANCO PASSOS (PT) 958.962 votos (10,38%) PT/PHS/PCB/PC do B/PL
LUCIANO PIZZATTO (PFL) 899.998 votos (9,74%) PSDB/PFL/PSL/PAN
ANTONIO CELSO GARCIA (PPB) 666.227 votos (7,21%) PDT/PTB/PTN/PPB/PRP/PT do B
NITIS JACON DE ARAUJO MOREIRA (PSDB) 648.828 votos (7,02%) PSDB/PFL/PSL/PAN
AFFONSO ANTONIUK (PPS) 56.924 votos (0,61%)
NELY LIDIA VALENTE DE ALMEIDA (PSC) 56.602 votos (0,61%) PSC/PST
EDA MARIA SLOMP (PV) 24.393 votos (0,26%)
RALPH DURVAL MOREIRA DE SOUZA (PSB) 19.516 votos (0,21%) PSB/PGT
ANTONIO PROCOPIAK NETO (PSDC) 11.880 votos (0,12%)
ABEL DE SOUZA MORANGUEIRA (PRTB) 9.205 votos (0,10%)
ARISTIDES MOSSAMBANI (PSD) 8.368 votos (0,09%)
JULIO CEZAR DE JESUS (PSTU) 6.381 votos (0,06%)
EVERALDO SILVA (PRONA) 3.330 votos (0,03%)
ROGÉRIO MIRANDA DE MELLO (PTC) 1.376 votos (0,01%)
Senadores Eleitos
2º Turno
Dizem que o 2º turno é uma "nova eleição". Em 2002 no Paraná foi isto que aconteceu, pois Requião (que perdeu no 1º turno) conseguiu virar e venceu a eleição. Requião contou com apoio do PT de Flávio Arns e do Padre Roque, enquanto o PSDB do Beto Richa e o PFL do Luciano Pizzato e o PPS do Rubens Bueno apoiaram Alvaro Dias. Requião virou a eleição graças a promessa de baixar os preços ou acabar com o pedágio no Paraná. Requião, que havia usado pouco esta arma no 1º turno, passou a usá-la com frequência no 2º Turno, ela lhe deu a vitória. ALém disto, Requião teve mais apoios do que Dias, já que todos os candidatos "nanicos" foram com Requião.
Resultado do 2º turno:
ROBERTO REQUIÃO DE MELLO E SILVA (PMDB) 2.681.811 votos (55,15%)
ÁLVARO FERNANDES DIAS (PDT) 2.180.922 votos (44,85%) PDT/PTB/PTN/PPB/PRP/PT do B
Eleito
Osmar Dias: "A aliança continua"
Osmar Dias, senador e candidato derrotado para o governo do estado em 3 de outubro, disse em seu perfil no Twitter (), que a aliança do PDT com o PMDB e com o PT no Paraná continuará: "Um decisão duramente trabalhada por uma aliança de partidos que compõem a base do governo Lula. Esta aliança continua.", disse o senador.
Ele também disse que as declarações de Augustinho Zucchi, presidente do PDT no estado, e de Fernando Scanavaca, líder do PDT na ALEP, dizendo que o PDT não fará oposição ao governo Beto Richa, não refletem a decisão do partido: "Declarações pela imprensa de alguns integrantes do nosso partido com relação a futuro posicionamento na Alep ñ refletem decisão partidária.".
Scanavaca disse que a candidatura de Osmar Dias ao governo foi algo imposto pela executiva nacional do partido: “Não foi uma decisão do Paraná. Foi uma pressão nacional", deixando praticamente claro que algumas alas do PDT também trabalharam contra Osmar em apoio ao Beto, assim como também houve no PMDB.
Ele também disse que as declarações de Augustinho Zucchi, presidente do PDT no estado, e de Fernando Scanavaca, líder do PDT na ALEP, dizendo que o PDT não fará oposição ao governo Beto Richa, não refletem a decisão do partido: "Declarações pela imprensa de alguns integrantes do nosso partido com relação a futuro posicionamento na Alep ñ refletem decisão partidária.".
Scanavaca disse que a candidatura de Osmar Dias ao governo foi algo imposto pela executiva nacional do partido: “Não foi uma decisão do Paraná. Foi uma pressão nacional", deixando praticamente claro que algumas alas do PDT também trabalharam contra Osmar em apoio ao Beto, assim como também houve no PMDB.
Dilma Rousseff e José Serra estarão amanhã no Paraná
A campanha eleitoral à presidência da República se desloca para o Paraná amanhã, quinta-feira. Além da candidata a presidente do PT, Dilma Rousseff, que confirmou a vinda a Curitiba e região, a direção estadual do PSDB anunciou ontem a vinda do candidato tucano José Serra a Maringá e Ponta Grossa. Esta é a sexta visita de Serra e a quarta da petista ao Paraná nesta campanha eleitoral. O Estado é o sexto maior colégio eleitoral do País.
Serra vem tentar consolidar a vantagem que obteve no primeiro turno, quando venceu a eleição por 5% dos votos. Dilma estará em Curitiba, onde sua votação alcançou 26,82% do total. Na pesquisa do Instituto Vox Populi, divulgada ontem, Serra está em vantagem na região Sul, onde tem 50% contra 41% da petista.
Serra fará campanha ao lado do governador eleito, Beto Richa (PSDB). Pela manhã, em Maringá, Beto e Serra participam de uma carreata e, às 11h, no parque de Exposições, reúnem-se com prefeitos e lideranças da região. À tarde, às 15h, Serra e Beto participam de uma carreata pelo centro de Ponta Grossa. Na semana passada, Serra esteve em Londrina com Beto Richa, onde participou de uma carreata, caminhou pelo calçadão e se encontrou com lideranças regionais.
O presidente do PT-PR e coordenador da campanha de Dilma no Paraná, deputado Enio Verri (PT), informou que a candidata chega às 9h30 no Aeroporto Afonso Pena, e vem para o centro de Curitiba, onde às 10h participará de uma passeata na Rua XV de Novembro (com concentração na Praça Santos Andrade em frente a UFPR) e às 11h estará em Pinhais, onde participará de uma carreada pela cidade. “De Pinhais, Dilma Rousseff segue de volta ao aeroporto Afonso Penna e segue viagem para cumprir sua agenda de campanha”, informa.
A agenda inicial previa visita a São José dos Pinhais, mas foi alterada na última hora. Na praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da UFPR, Dilma receberá um manifesto de apoio assinado por professores de várias instituições de ensino superior do Estado. A candidata terá a companhia dos senadores eleitos Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (‘PMDB) além de deputados federais e estaduais.
Acusado de omissão no primeiro turno, o governador eleito tucano declarou que está “de corpo e alma” na campanha de José Serra. “Vou ajudar no que for preciso, dentro de minha humilde contribuição. Prefeitos, vereadores, deputados que nem estavam na minha campanha ao governo do Estado já me procuraram porque querem se engajar na campanha do Serra”, afirmou Beto que hoje se reúne com prefeitos do Sudoeste e do Oeste do Paraná. Na viagem, Beto também terá compromissos de apoio a José Serra presidente. Beto participará de encontros em Pato Branco e Cascavel com lideranças de 110 cidades das Associações de Municípios do Sudoeste, do Oeste e do Cantuquiriguaçú.
Serra vem tentar consolidar a vantagem que obteve no primeiro turno, quando venceu a eleição por 5% dos votos. Dilma estará em Curitiba, onde sua votação alcançou 26,82% do total. Na pesquisa do Instituto Vox Populi, divulgada ontem, Serra está em vantagem na região Sul, onde tem 50% contra 41% da petista.
Serra fará campanha ao lado do governador eleito, Beto Richa (PSDB). Pela manhã, em Maringá, Beto e Serra participam de uma carreata e, às 11h, no parque de Exposições, reúnem-se com prefeitos e lideranças da região. À tarde, às 15h, Serra e Beto participam de uma carreata pelo centro de Ponta Grossa. Na semana passada, Serra esteve em Londrina com Beto Richa, onde participou de uma carreata, caminhou pelo calçadão e se encontrou com lideranças regionais.
O presidente do PT-PR e coordenador da campanha de Dilma no Paraná, deputado Enio Verri (PT), informou que a candidata chega às 9h30 no Aeroporto Afonso Pena, e vem para o centro de Curitiba, onde às 10h participará de uma passeata na Rua XV de Novembro (com concentração na Praça Santos Andrade em frente a UFPR) e às 11h estará em Pinhais, onde participará de uma carreada pela cidade. “De Pinhais, Dilma Rousseff segue de volta ao aeroporto Afonso Penna e segue viagem para cumprir sua agenda de campanha”, informa.
A agenda inicial previa visita a São José dos Pinhais, mas foi alterada na última hora. Na praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da UFPR, Dilma receberá um manifesto de apoio assinado por professores de várias instituições de ensino superior do Estado. A candidata terá a companhia dos senadores eleitos Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (‘PMDB) além de deputados federais e estaduais.
Acusado de omissão no primeiro turno, o governador eleito tucano declarou que está “de corpo e alma” na campanha de José Serra. “Vou ajudar no que for preciso, dentro de minha humilde contribuição. Prefeitos, vereadores, deputados que nem estavam na minha campanha ao governo do Estado já me procuraram porque querem se engajar na campanha do Serra”, afirmou Beto que hoje se reúne com prefeitos do Sudoeste e do Oeste do Paraná. Na viagem, Beto também terá compromissos de apoio a José Serra presidente. Beto participará de encontros em Pato Branco e Cascavel com lideranças de 110 cidades das Associações de Municípios do Sudoeste, do Oeste e do Cantuquiriguaçú.
A Educação e as Eleições Presidenciais
A EDUCAÇÃO E AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS.
Por Avanir Mastey
Se aproxima o segundo turno das eleições presidenciais e nós educadores temos e devemos ter, um papel fundamental para fazer a melhor escolha para a educação pública do Brasil. Muitos dizem que a educação e os professores devem ser “neutros”, entretanto esses mesmo não investem em educação e em condições de trabalho e ainda culpabilizam os professores por qualquer fracasso na educação. Portanto, nós educadores cansamos disso e cada vez mais assumimos o papel de cidadãos, participando ativamente dos rumos práticos e teóricos da sociedade como faziam os cidadãos da polis grega no auge daquela democracia. E agora, queremos ensinar e mostrar aos nossos estudantes que é possível participar dos rumos da sociedade e principalmente que é possível melhora-la com mais justiça, distribuição de renda, condições de trabalho, isto é, uma vida melhor para todos.
Diante disso, cabe-nos a responsabilidade e o compromisso de mostrar aos nossos estudantes e eleitores que estamos frente a dois projetos de país para o Brasil. O primeiro projeto, representado pela candidata Dilma Rousseff, apresenta o Estado como fomentador do desenvolvimento, investidor em educação pública e serviços sociais, trazendo melhoria significativa para as condições econômicas, sociais e educacionais do país. E o segundo projeto, representado pelo candidato José Serra, que significa a defesa de um Estado Mínimo, que privatiza, “enxuga a máquina”, desresponsabiliza o Estado das suas funções sociais e educacionais, jogando a responsabilidade para o indivíduo liberal, sem garantias mínimas das condições de sobrevivência ou a para responsabilidade social de empresas ou terceiros.
Com base na compreensão dos projetos que fundamentam, na teoria e na prática, as duas candidaturas, é possível compreender porque no governo Lula ampliou-se o investimento em educação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para a educação básica. Em 2001, com FHC, eram de 5,5 bilhões e em 2010 são orçados em 15,5 bilhões. Também podemos compreender por que o Dr. e professor FHC, criou apenas uma universidade pública em Tocatins, enquanto um torneiro mecânico criou 14 universidades públicas com 117 campos. Considerando a que está em construção, serão 15 universidades e 134 campos. Este mesmo torneiro mecânico, com o seu plano de governo, ampliou as vagas nas universidades públicas de 113,9 mil para 222,4 mil e no Programa Universidade para Todos PROUNI foram criadas 704.637 bolsas para jovens com renda percapita familiar de até três salários mínimos. Enquanto no período do FHC foi proibido a construção de novas escolas técnicas por iniciativa da União já, no governo Lula foram criadas 214 novas escolas com 500 mil matrículas.
O plano de governo do PSDB acredita, através dos seus teóricos Liberais como Adan Smith, David Ricardo e os Neoliberais; Nilton Fridman, Hayeck, Francis Fukuyama, que o Estado precisa ser reduzido, diminuindo a quantidade e as condições de trabalho dos servidores públicos. E ainda, o Estado não precisa interferir na economia: tudo deve ser solto para a competição capitalista “selvagem” e quem perder deve “morrer”, sem incomodar o Estado, que vai deixando de existir e vira cada vez mais um instrumento para simplesmente organização dos interesses apenas dos grandes especuladores financeiros. Porém, a última crise econômica demonstrou a falência do projeto Neoliberal, quando os Estados tiveram que interferir duramente na economia estatizando empresas e salvando especuladores ( a GM, por exemplo, foi estatizada pela Tesouro dos EUA). É importante lembrar que as economias dos países que mais crescem no mundo não são neoliberais.
Já o projeto representado por Dilma Rousseff, se fundamenta em vários teóricos marxistas e neomarxistas, como John Keynes, Florestan Fernandes, Paulo Freire, bem como no debate com os movimentos sociais, sindicais e populares, buscando construir uma nação com melhor qualidade de vida para os grupos mais excluídos. Isso via a ação efetiva do Estado.
Portanto, nossa responsabilidade, enquanto professor(a), educador(a), sindicalista, é com a verdade. A leitura e interpretação dos fatos, e o acompanhamento cotidiano das ações políticas e dos planos de governo, é fundamental para construirmos condições (formação, salário, estruturas materiais adequadas e etc.) para uma educação pública de qualidade e para todos(as).
Como diz a sabedoria popular “Os governos que melhorarem a educação pública, aplaudiremos e os que prejudicarem, receberão as nossas vaias”. E assim sendo e parafraseando Paulo Freire construiremos uma sociedade em que seja menos difícil amar.
Avanir Mastey é Mestre em Educação pela UFPR e professor de Filosofia.
Por Avanir Mastey
Se aproxima o segundo turno das eleições presidenciais e nós educadores temos e devemos ter, um papel fundamental para fazer a melhor escolha para a educação pública do Brasil. Muitos dizem que a educação e os professores devem ser “neutros”, entretanto esses mesmo não investem em educação e em condições de trabalho e ainda culpabilizam os professores por qualquer fracasso na educação. Portanto, nós educadores cansamos disso e cada vez mais assumimos o papel de cidadãos, participando ativamente dos rumos práticos e teóricos da sociedade como faziam os cidadãos da polis grega no auge daquela democracia. E agora, queremos ensinar e mostrar aos nossos estudantes que é possível participar dos rumos da sociedade e principalmente que é possível melhora-la com mais justiça, distribuição de renda, condições de trabalho, isto é, uma vida melhor para todos.
Diante disso, cabe-nos a responsabilidade e o compromisso de mostrar aos nossos estudantes e eleitores que estamos frente a dois projetos de país para o Brasil. O primeiro projeto, representado pela candidata Dilma Rousseff, apresenta o Estado como fomentador do desenvolvimento, investidor em educação pública e serviços sociais, trazendo melhoria significativa para as condições econômicas, sociais e educacionais do país. E o segundo projeto, representado pelo candidato José Serra, que significa a defesa de um Estado Mínimo, que privatiza, “enxuga a máquina”, desresponsabiliza o Estado das suas funções sociais e educacionais, jogando a responsabilidade para o indivíduo liberal, sem garantias mínimas das condições de sobrevivência ou a para responsabilidade social de empresas ou terceiros.
Com base na compreensão dos projetos que fundamentam, na teoria e na prática, as duas candidaturas, é possível compreender porque no governo Lula ampliou-se o investimento em educação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para a educação básica. Em 2001, com FHC, eram de 5,5 bilhões e em 2010 são orçados em 15,5 bilhões. Também podemos compreender por que o Dr. e professor FHC, criou apenas uma universidade pública em Tocatins, enquanto um torneiro mecânico criou 14 universidades públicas com 117 campos. Considerando a que está em construção, serão 15 universidades e 134 campos. Este mesmo torneiro mecânico, com o seu plano de governo, ampliou as vagas nas universidades públicas de 113,9 mil para 222,4 mil e no Programa Universidade para Todos PROUNI foram criadas 704.637 bolsas para jovens com renda percapita familiar de até três salários mínimos. Enquanto no período do FHC foi proibido a construção de novas escolas técnicas por iniciativa da União já, no governo Lula foram criadas 214 novas escolas com 500 mil matrículas.
O plano de governo do PSDB acredita, através dos seus teóricos Liberais como Adan Smith, David Ricardo e os Neoliberais; Nilton Fridman, Hayeck, Francis Fukuyama, que o Estado precisa ser reduzido, diminuindo a quantidade e as condições de trabalho dos servidores públicos. E ainda, o Estado não precisa interferir na economia: tudo deve ser solto para a competição capitalista “selvagem” e quem perder deve “morrer”, sem incomodar o Estado, que vai deixando de existir e vira cada vez mais um instrumento para simplesmente organização dos interesses apenas dos grandes especuladores financeiros. Porém, a última crise econômica demonstrou a falência do projeto Neoliberal, quando os Estados tiveram que interferir duramente na economia estatizando empresas e salvando especuladores ( a GM, por exemplo, foi estatizada pela Tesouro dos EUA). É importante lembrar que as economias dos países que mais crescem no mundo não são neoliberais.
Já o projeto representado por Dilma Rousseff, se fundamenta em vários teóricos marxistas e neomarxistas, como John Keynes, Florestan Fernandes, Paulo Freire, bem como no debate com os movimentos sociais, sindicais e populares, buscando construir uma nação com melhor qualidade de vida para os grupos mais excluídos. Isso via a ação efetiva do Estado.
Portanto, nossa responsabilidade, enquanto professor(a), educador(a), sindicalista, é com a verdade. A leitura e interpretação dos fatos, e o acompanhamento cotidiano das ações políticas e dos planos de governo, é fundamental para construirmos condições (formação, salário, estruturas materiais adequadas e etc.) para uma educação pública de qualidade e para todos(as).
Como diz a sabedoria popular “Os governos que melhorarem a educação pública, aplaudiremos e os que prejudicarem, receberão as nossas vaias”. E assim sendo e parafraseando Paulo Freire construiremos uma sociedade em que seja menos difícil amar.
Avanir Mastey é Mestre em Educação pela UFPR e professor de Filosofia.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Partidos começam a pensar na eleição Curitibana de 2012
Na política é assim. Mal saem os resultados de uma eleição e os partidos já começam a planejar as estratégias para a próxima eleição, e em Curitiba não é diferente. Os principais partidos já começam a escolher possíveis nomes para disputar o cargo de prefeito de Curitiba em 2012.
O 1º nome cogitado é o atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), que já disse que pretende tentar a "reeleição". Porém, sua candidatura pode fazer com que a coligação que elegeu Beto Richa prefeito em 2008 acabe 'rachando', fazendo com que ele tenha menos tempo no Rádio e na TV, já que seu partido (PSB) não é um partido com muito tempo no Rádio e na TV.
Já o PSDB tem Gustavo Fruet como o principal nome para a eleição de 2012. Existe um acordo entre ele e Beto Richa, em que o Richa se comprometeu a apoiar Fruet em 2012 em troca da candidatura de Fruet para o Senado neste ano. Além disso, na eleição deste ano, Fruet fez 646 mil votos em Curitiba, votação mais do que suficiente para eleger-se prefeito.
Outro partido da Base Governista em Curitiba (e a partir de janeiro/2011 no Paraná também), o PPS, tem grandes chances de ter candidatura própria. Rubens Bueno, que é o atual presidente do partido, e foi candidato a prefeito em 2004, quando conseguiu 188.313 votos (20,039% dos votos válidos). Além dele, a vereadora Renata Bueno (filha do Rubens), o atual presidente da URBS, Marcos Isfer, e o vereador Zé Maria são outros possíveis candidatos.
Já no PMDB e no PDT os possiveis nomes são Marcelo Almeida, Rodrigo Rocha Loures e Rafael Greca (PMDB), Luis Carlos Martins e Wilson Picler (PDT). Os nomes são fortes em Curitiba e estão sem mandato atualmente.
O PT teria uma "candidata natural", Gleisi Hoffmann, mas ela já disse que não irá disputar a prefeitura de Curitiba em 2012. Assim, restam Dr Rosinha, Tadeu Veneri e o velho conhecido das urnas curitibanas Ângelo Vanhoni.
O PSC poderá lançar o deputado federal mais votado da história do Paraná e o 5º mais votado do Brasil na última eleição, Ratinho Júnior. Mas, pesa contra a candidatura o fato dele ter feito "só" 98 mil votos em Curitiba, e o pouco tempo de Rádio e TV que o partido tem.
À nós, fãs de política, só resta esperar até agosto de 2012. Até lá, tudo não passa de boato...
O 1º nome cogitado é o atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), que já disse que pretende tentar a "reeleição". Porém, sua candidatura pode fazer com que a coligação que elegeu Beto Richa prefeito em 2008 acabe 'rachando', fazendo com que ele tenha menos tempo no Rádio e na TV, já que seu partido (PSB) não é um partido com muito tempo no Rádio e na TV.
Já o PSDB tem Gustavo Fruet como o principal nome para a eleição de 2012. Existe um acordo entre ele e Beto Richa, em que o Richa se comprometeu a apoiar Fruet em 2012 em troca da candidatura de Fruet para o Senado neste ano. Além disso, na eleição deste ano, Fruet fez 646 mil votos em Curitiba, votação mais do que suficiente para eleger-se prefeito.
Outro partido da Base Governista em Curitiba (e a partir de janeiro/2011 no Paraná também), o PPS, tem grandes chances de ter candidatura própria. Rubens Bueno, que é o atual presidente do partido, e foi candidato a prefeito em 2004, quando conseguiu 188.313 votos (20,039% dos votos válidos). Além dele, a vereadora Renata Bueno (filha do Rubens), o atual presidente da URBS, Marcos Isfer, e o vereador Zé Maria são outros possíveis candidatos.
Já no PMDB e no PDT os possiveis nomes são Marcelo Almeida, Rodrigo Rocha Loures e Rafael Greca (PMDB), Luis Carlos Martins e Wilson Picler (PDT). Os nomes são fortes em Curitiba e estão sem mandato atualmente.
O PT teria uma "candidata natural", Gleisi Hoffmann, mas ela já disse que não irá disputar a prefeitura de Curitiba em 2012. Assim, restam Dr Rosinha, Tadeu Veneri e o velho conhecido das urnas curitibanas Ângelo Vanhoni.
O PSC poderá lançar o deputado federal mais votado da história do Paraná e o 5º mais votado do Brasil na última eleição, Ratinho Júnior. Mas, pesa contra a candidatura o fato dele ter feito "só" 98 mil votos em Curitiba, e o pouco tempo de Rádio e TV que o partido tem.
À nós, fãs de política, só resta esperar até agosto de 2012. Até lá, tudo não passa de boato...
As Igrejas e a Eleição Presidencial
Pela primeira vez desde a redemocratização do Brasil, as Igrejas tem participado ativamente da campanha presidencial. Todos nós temos direito de nos expressar, conforme diz a Constituição de 1988. Mas a liberdade de expressão não pode e não deve passar dos limites éticos e morais, e é isto que está acontecendo.
Desde o início da campanha presidencial temos visto Pastores, Padres e Bispos unidos com a intenção de difamar e fazer campanha contra a candidata do PT, Dilma Rousseff. A gota d'água desta história foi o Pastor Silas Malafaia, que em um de seus "programas" atacou a honra da candidata, inclusive dizendo que ela era uma "assassina de criancinhas". Fora os e-mails que eu e muitas pessoas recebemos de pastores e de frequentadores de Igrejas em que a candidata é difamada e tem sua honra atacada.
O "estranho" é que, o candidato do PSDB, José Serra, NÃO TEVE sua honra atacada e nem foi difamado pelas Igrejas em NENHUM MOMENTO da campanha, ou seja, as Igrejas só atacam a candidata Dilma. Isto prova que as Igrejas estão participando da campanha com o intuíto de BATER na candidata Dilma e DEFENDER o candidato Serra. E estes ataques não vem só da Igreja Católica não, tem muitas Igrejas Evangélicas que também estão atacando a Dilma.
A liberdade de expressão e de opnião é algo garantido pela Constituição, mas desde que respeite a honra e a moral da pessoa "alvo", e NÃO é o que está acontecendo nesta campanha DIFAMATÓRIA que as Igrejas, a Extrema-Esquerda, a Elite e os Neo-Nazistas estão fazendo contra a Dilma. Nas últimas semanas recebi vários e-mails atacando a candidata Dilma, e TODOS eles vem destas 4 correntes que eu citei.
As Igrejas acusam a Dilma de ser "assassina de criancinhas" devido ela ter feito um aborto no passado, mas NENHUM PASTOR E NENHUM PADRE atacou o Serra quando a imprensa noticiou que a mulher dele, Mônica Serra, também fez aborto. Tá na cara que as Igrejas querem Serra no poder. As Igrejas SEMPRE foram contra os governos populistas no Brasil, foram contra Getúlio Vargas, contra JK, contra Jango e, por último, contra Lula. Muita gente não se lembra, mas a Igreja Católica foi uma das correntes que trabalhou para derrubar Jango e instalar a Ditadura Militar no Brasil.
Eu acredito em Deus e na existência dele, mas a cada dia que se passa acredito menos em RELIGIÕES. As religiões em sua maioria servem de Palanque Financeiro e Político para seus líderes. Prova disto é a Igreja Universal do Reino de Deus, que além de ROUBAR seus fiéis tem um Senador em Brasília (Marcelo Crivella, PRB-RJ, Reeleito neste ano e CUNHADO do Bispo Edir Macedo).
As Igrejas deveriam rever seus conceitos, pois o aborto NÃO É ASSUNTO para o Presidente da República, e outra, o aborto é legalizado até na ITÁLIA, "quintal" da Igreja Católica. Eu me pergunto, porquê as Igrejas não se posicionaram contra a candidata Marina Silva e o PV, que passaram o 1º turno inteiro dizendo que iriam legalizar a maconha se eleitos? Vai ver é porque as Igrejas tem ódio pela Dilma Rousseff...
PS: Se alguem ligado à alguma Igreja ler este texto e se sentir ofendido, só falar comigo que eu dou Direito de Resposta aqui no blog, ok?
Desde o início da campanha presidencial temos visto Pastores, Padres e Bispos unidos com a intenção de difamar e fazer campanha contra a candidata do PT, Dilma Rousseff. A gota d'água desta história foi o Pastor Silas Malafaia, que em um de seus "programas" atacou a honra da candidata, inclusive dizendo que ela era uma "assassina de criancinhas". Fora os e-mails que eu e muitas pessoas recebemos de pastores e de frequentadores de Igrejas em que a candidata é difamada e tem sua honra atacada.
O "estranho" é que, o candidato do PSDB, José Serra, NÃO TEVE sua honra atacada e nem foi difamado pelas Igrejas em NENHUM MOMENTO da campanha, ou seja, as Igrejas só atacam a candidata Dilma. Isto prova que as Igrejas estão participando da campanha com o intuíto de BATER na candidata Dilma e DEFENDER o candidato Serra. E estes ataques não vem só da Igreja Católica não, tem muitas Igrejas Evangélicas que também estão atacando a Dilma.
A liberdade de expressão e de opnião é algo garantido pela Constituição, mas desde que respeite a honra e a moral da pessoa "alvo", e NÃO é o que está acontecendo nesta campanha DIFAMATÓRIA que as Igrejas, a Extrema-Esquerda, a Elite e os Neo-Nazistas estão fazendo contra a Dilma. Nas últimas semanas recebi vários e-mails atacando a candidata Dilma, e TODOS eles vem destas 4 correntes que eu citei.
As Igrejas acusam a Dilma de ser "assassina de criancinhas" devido ela ter feito um aborto no passado, mas NENHUM PASTOR E NENHUM PADRE atacou o Serra quando a imprensa noticiou que a mulher dele, Mônica Serra, também fez aborto. Tá na cara que as Igrejas querem Serra no poder. As Igrejas SEMPRE foram contra os governos populistas no Brasil, foram contra Getúlio Vargas, contra JK, contra Jango e, por último, contra Lula. Muita gente não se lembra, mas a Igreja Católica foi uma das correntes que trabalhou para derrubar Jango e instalar a Ditadura Militar no Brasil.
Eu acredito em Deus e na existência dele, mas a cada dia que se passa acredito menos em RELIGIÕES. As religiões em sua maioria servem de Palanque Financeiro e Político para seus líderes. Prova disto é a Igreja Universal do Reino de Deus, que além de ROUBAR seus fiéis tem um Senador em Brasília (Marcelo Crivella, PRB-RJ, Reeleito neste ano e CUNHADO do Bispo Edir Macedo).
As Igrejas deveriam rever seus conceitos, pois o aborto NÃO É ASSUNTO para o Presidente da República, e outra, o aborto é legalizado até na ITÁLIA, "quintal" da Igreja Católica. Eu me pergunto, porquê as Igrejas não se posicionaram contra a candidata Marina Silva e o PV, que passaram o 1º turno inteiro dizendo que iriam legalizar a maconha se eleitos? Vai ver é porque as Igrejas tem ódio pela Dilma Rousseff...
PS: Se alguem ligado à alguma Igreja ler este texto e se sentir ofendido, só falar comigo que eu dou Direito de Resposta aqui no blog, ok?
Presidente do PV do Paraná declara apoio a Dilma
Apesar da decisão do PV Nacional, que, em convenção no último domingo, optou pela neutralidade no segundo turno da eleição presidencial, o presidente do PV do Paraná, Melo Viana, declarou voto na candidata do PT, Dilma Rousseff.
Aliado do PT e do PMDB (partidos que formam a base da coligação de Dilma) no Estado, Viana disse que baseou sua decisão na coerência. “Temos uma história de luta de 24 anos e sempre numa posição de esquerda. O PV do Paraná nunca se aliou ao PFL ou ao PSDB. Entre o projeto do governo atual e o projeto neoliberal anterior, ficamos com o atual. Se alguém me apontar um brasileiro que esteja vivendo em piores condições do que há 8 anos, talvez eu mude de opinião”, justifica Melo Viana, que foi secretário do governo Roberto Requião (PMDB) no Paraná.
Em convenção realizada domingo em São Paulo, a ex-candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, anunciou a sua posição de independência no segundo turno.
Negando apoio a qualquer um dos dois candidatos: Dilma e José Serra (PSDB). A alegação de Marina foi de que sua candidatura tinha uma posição firme e ela não poderia influenciar os quase 20 milhões de brasileiros que votaram nela, “indo para um lado ou para outro”.
A “independência” deixou livre militantes e filiados a apoiarem qualquer um dos candidatos, sem que vincule os símbolos do PV à campanha. A declaração de independência do PV também é importante para que o partido tenha condições de começar a construir a candidatura de Marina para a presidência da República em 2014, já que o partido não terá compromisso com nenhum dos dois governos e promete fazer uma “oposição consciente” ao futuro presidente.
Marina saiu da convenção de domingo já como pré-candidata em 2014. Melo Viana também avaliou o resultado eleitoral do PV neste ano e foi mais cético quanto ao fenômeno Marina.
Na avaliação de Melo Viana, o PV cresceu (com os quase 20 milhões de votos em Marina) e ao mesmo tempo diminuiu, pois não aumentou as suas bancadas de deputados federais. Na maioria dos estados houve uma diminuição na votação. Apenas no Paraná, São Paulo e Rio Grande do Norte houve crescimento.
Enquanto o presidente do PV no Paraná anunciou o voto em Dilma, o ex-candidato do partido ao governo do Estado declarou-se neutro no processo. O ex-candidato, que teve 1,4% dos votos na eleição estadual, disse que, coerente é não apoiar nenhum dos candidatos.
“Minha posição acompanha a da Marina. Fizemos uma belíssima votação e o partido já fala em um projeto de 2014. Então, não teria sentido abraçar essa ou aquela candidatura, seria como que negar oficialmente que havia uma alternativa, uma terceira via, uma outra proposta”, disse.
Aliado do PT e do PMDB (partidos que formam a base da coligação de Dilma) no Estado, Viana disse que baseou sua decisão na coerência. “Temos uma história de luta de 24 anos e sempre numa posição de esquerda. O PV do Paraná nunca se aliou ao PFL ou ao PSDB. Entre o projeto do governo atual e o projeto neoliberal anterior, ficamos com o atual. Se alguém me apontar um brasileiro que esteja vivendo em piores condições do que há 8 anos, talvez eu mude de opinião”, justifica Melo Viana, que foi secretário do governo Roberto Requião (PMDB) no Paraná.
Em convenção realizada domingo em São Paulo, a ex-candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, anunciou a sua posição de independência no segundo turno.
Negando apoio a qualquer um dos dois candidatos: Dilma e José Serra (PSDB). A alegação de Marina foi de que sua candidatura tinha uma posição firme e ela não poderia influenciar os quase 20 milhões de brasileiros que votaram nela, “indo para um lado ou para outro”.
A “independência” deixou livre militantes e filiados a apoiarem qualquer um dos candidatos, sem que vincule os símbolos do PV à campanha. A declaração de independência do PV também é importante para que o partido tenha condições de começar a construir a candidatura de Marina para a presidência da República em 2014, já que o partido não terá compromisso com nenhum dos dois governos e promete fazer uma “oposição consciente” ao futuro presidente.
Marina saiu da convenção de domingo já como pré-candidata em 2014. Melo Viana também avaliou o resultado eleitoral do PV neste ano e foi mais cético quanto ao fenômeno Marina.
Na avaliação de Melo Viana, o PV cresceu (com os quase 20 milhões de votos em Marina) e ao mesmo tempo diminuiu, pois não aumentou as suas bancadas de deputados federais. Na maioria dos estados houve uma diminuição na votação. Apenas no Paraná, São Paulo e Rio Grande do Norte houve crescimento.
Enquanto o presidente do PV no Paraná anunciou o voto em Dilma, o ex-candidato do partido ao governo do Estado declarou-se neutro no processo. O ex-candidato, que teve 1,4% dos votos na eleição estadual, disse que, coerente é não apoiar nenhum dos candidatos.
“Minha posição acompanha a da Marina. Fizemos uma belíssima votação e o partido já fala em um projeto de 2014. Então, não teria sentido abraçar essa ou aquela candidatura, seria como que negar oficialmente que havia uma alternativa, uma terceira via, uma outra proposta”, disse.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Paraná terá força no próximo governo
Independentemente de quem ganhar a eleição presidencial no dia 31/10, o Paraná terá força e participação no governo federal como nunca teve em seus mais de 150 anos de história.
Atualmente 4 ministérios e a direção da Usina de Itaipu são ocupados por Paranaenses: Gilberto Carvalho (Gabinete Presidencial), Marcia Lopes (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Paulo Bernardo (Planejamento) e Jorge Samek (direção geral da Usina de Itaipu).
Caso a Dilma Rousseff ganhe e o PT continue no governo, Osmar Dias (PDT) e Orlando Pessuti (PMDB) poderão ser os Paranaenses à assumir um ministério. Osmar se escolhido ficará com a pasta da Agricultura, que até maio deste ano também era ocupada por um Paranaense, Reinhold Stephanes (PMDB). Já Pessuti, poderá ocupar um cargo de coordenação da organização da Copa do Mundo de 2014. Além de Paulo Bernardo, que se Dilma vencer, já tem sua permanência na pasta do Planejamento garantida, a mesma coisa vale para Jorge Samek na direção geral de Itaipu. Já Gilberto Carvalho e sua irmã, Marcia Lopes, correm risco de ficar de fora de algum ministério, mas não serão esquecidos: eles irão acompanhar Lula, que com certeza irá ocupar um bom cargo no governo da Dilma.
Caso José Serra ganhe e o PSDB volte ao governo, Álvaro Dias, Gustavo Fruet e Euclides Scalco poderão assumir algum ministério ou cargo importante. Álvaro poderá ficar com a pasta de Relações Institucionais ou com a dos Esportes (esta mais difícil, já que Alvaro é desafeto do presidente da CBF, Ricardo Teixeira). Pesa ao seu favor o fato de que ele é um dos principais líderes da Oposição no Congresso Nacional, mas pesa contra, o fato de ele ter "brigado" com o Diretório Estadual do PSDB. Já Fruet, se for escolhido, será como uma recompensa por ele ter deixado uma reeleição certa na Câmara dos Deputados para tentar a sorte na eleição para Senador, à pedido da executiva nacional do partido, que após a definição de Osmar Dias (a 2ª vaga da Coligação "Novo Paraná" ficou reservada para ele mesmo após a convenção do PSDB), pediu para que ele (Fruet) fosse candidato ao Senado, e mesmo com uma candidatura lançada no "apagar das luzes" (como se diz no futebol), ficou a 1 ponto percentual de vencer Roberto Requião (PMDB). Já Euclides Scalco, "só não será ministro se não quiser", já que ele é um dos tucanos mais respeitados e ouvidos do Brasil e foi da Secretaria-geral da Presidência da República de Fernando Henrique Cardoso, porém, Scalco tem passado os ultimos anos atuando mais nos bastidores, como nas candidaturas de Beto Richa ao governo do estado em 2002 e deste ano e para a prefeitura de Curitiba em 2004 e 2008, na candidatura de Àlvaro Dias ao Senado em 2006 e na do Gustavo Fruet neste ano, da qual ele (Scalco) foi candidato a Suplente.
Seja com Dilma ou Serra, o Paraná terá importância. Digo que se continuarmos assim, teremos um Paranaense na Presidência da República daqui a 20 anos (ou até menos).
Atualmente 4 ministérios e a direção da Usina de Itaipu são ocupados por Paranaenses: Gilberto Carvalho (Gabinete Presidencial), Marcia Lopes (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Paulo Bernardo (Planejamento) e Jorge Samek (direção geral da Usina de Itaipu).
Caso a Dilma Rousseff ganhe e o PT continue no governo, Osmar Dias (PDT) e Orlando Pessuti (PMDB) poderão ser os Paranaenses à assumir um ministério. Osmar se escolhido ficará com a pasta da Agricultura, que até maio deste ano também era ocupada por um Paranaense, Reinhold Stephanes (PMDB). Já Pessuti, poderá ocupar um cargo de coordenação da organização da Copa do Mundo de 2014. Além de Paulo Bernardo, que se Dilma vencer, já tem sua permanência na pasta do Planejamento garantida, a mesma coisa vale para Jorge Samek na direção geral de Itaipu. Já Gilberto Carvalho e sua irmã, Marcia Lopes, correm risco de ficar de fora de algum ministério, mas não serão esquecidos: eles irão acompanhar Lula, que com certeza irá ocupar um bom cargo no governo da Dilma.
Caso José Serra ganhe e o PSDB volte ao governo, Álvaro Dias, Gustavo Fruet e Euclides Scalco poderão assumir algum ministério ou cargo importante. Álvaro poderá ficar com a pasta de Relações Institucionais ou com a dos Esportes (esta mais difícil, já que Alvaro é desafeto do presidente da CBF, Ricardo Teixeira). Pesa ao seu favor o fato de que ele é um dos principais líderes da Oposição no Congresso Nacional, mas pesa contra, o fato de ele ter "brigado" com o Diretório Estadual do PSDB. Já Fruet, se for escolhido, será como uma recompensa por ele ter deixado uma reeleição certa na Câmara dos Deputados para tentar a sorte na eleição para Senador, à pedido da executiva nacional do partido, que após a definição de Osmar Dias (a 2ª vaga da Coligação "Novo Paraná" ficou reservada para ele mesmo após a convenção do PSDB), pediu para que ele (Fruet) fosse candidato ao Senado, e mesmo com uma candidatura lançada no "apagar das luzes" (como se diz no futebol), ficou a 1 ponto percentual de vencer Roberto Requião (PMDB). Já Euclides Scalco, "só não será ministro se não quiser", já que ele é um dos tucanos mais respeitados e ouvidos do Brasil e foi da Secretaria-geral da Presidência da República de Fernando Henrique Cardoso, porém, Scalco tem passado os ultimos anos atuando mais nos bastidores, como nas candidaturas de Beto Richa ao governo do estado em 2002 e deste ano e para a prefeitura de Curitiba em 2004 e 2008, na candidatura de Àlvaro Dias ao Senado em 2006 e na do Gustavo Fruet neste ano, da qual ele (Scalco) foi candidato a Suplente.
Seja com Dilma ou Serra, o Paraná terá importância. Digo que se continuarmos assim, teremos um Paranaense na Presidência da República daqui a 20 anos (ou até menos).
domingo, 17 de outubro de 2010
PMDB e PSDB juntos em 2012?
A cada dia que se passa o PMDB e o PSDB estão cada dia mais próximos aqui no Paraná. Prova disso foi a inaguração de mais uma Escola Técnica Federal em Telêmaco Borba, nos campos gerais. o atual governador, Orlando Pessuti (PMDB) levou para a inaguração junto com ele os tucanos Beto Richa (Governador Eleito) e Álvaro Dias (Senador do Estado até 2015). Estariam Pessuti, Richa e Álvaro Dias se unindo para as eleições municipais de 2012?
Que o Pessuti é mais próximo do Beto Richa do que do Requião todo mundo sabe, mas, será que Richa vai descumprir mais um acordo e lançará Pessuti para Prefeito de Curitiba com um vice do PSDB (ou o contrário)? Ainda mais sabendo que o atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), já diz aos quatro cantos que quer se "reeleger"? (Ele está desobedecendo a executiva nacional do PSB ao não apoiar Dilma Rousseff para conseguir o apoio do PSDB de Richa em 2012)
PMDB e PSDB chegaram a firmar aliança em 2006, quando o PMDB lançou para governador Roberto Requião e o PSDB lançou Hermas Brandão para vice (E a vaga da coligação para o Senado seria ocupada por Álvaro Dias), mas, a executiva nacional do PSDB conseguiu anular a aliança PMDB/PSDB no Paraná.
Agora resta saber: será que teremos a "volta" da aliança PMDB/PSDB com Fruet e Pessuti?
Lembrando que Beto Richa fez um acordo com Gustavo Fruet, dizendo que se o mesmo se candidatasse ao Senado e perdesse, ele (Fruet) seria candidato do PSDB à Prefeitura de Curitiba em 2012. Mas todos sabemos que Richa tinha um acordo com Osmar Dias e o descumpriu, então...
Que o Pessuti é mais próximo do Beto Richa do que do Requião todo mundo sabe, mas, será que Richa vai descumprir mais um acordo e lançará Pessuti para Prefeito de Curitiba com um vice do PSDB (ou o contrário)? Ainda mais sabendo que o atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), já diz aos quatro cantos que quer se "reeleger"? (Ele está desobedecendo a executiva nacional do PSB ao não apoiar Dilma Rousseff para conseguir o apoio do PSDB de Richa em 2012)
PMDB e PSDB chegaram a firmar aliança em 2006, quando o PMDB lançou para governador Roberto Requião e o PSDB lançou Hermas Brandão para vice (E a vaga da coligação para o Senado seria ocupada por Álvaro Dias), mas, a executiva nacional do PSDB conseguiu anular a aliança PMDB/PSDB no Paraná.
Agora resta saber: será que teremos a "volta" da aliança PMDB/PSDB com Fruet e Pessuti?
Lembrando que Beto Richa fez um acordo com Gustavo Fruet, dizendo que se o mesmo se candidatasse ao Senado e perdesse, ele (Fruet) seria candidato do PSDB à Prefeitura de Curitiba em 2012. Mas todos sabemos que Richa tinha um acordo com Osmar Dias e o descumpriu, então...
sábado, 16 de outubro de 2010
Bancada de trabalhadores cresceu no Congresso
Levantamento preliminar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indica que os trabalhadores terão maior participação no Congresso que toma posse em 1º de fevereiro de 2011.
Dos atuais 61 parlamentares, os trabalhadores passarão a ter 67 congressistas – 61 deputados e seis senadores. O principal crescimento acontece na Câmara dos Deputados, em que o número de cadeiras passou de 54 para 61.
O órgão também detectou que 22 deputados são novos e 39 deputados foram reeleitos para a Câmara dos Deputados. No Senado, quatro representantes são novos. Vanessa Graziottin (PCdoB-AM), Walter Pinheiro (PT-BA), José Pimentel (PT-CE) e Wellington Dias (PT-PI) se unem aos reeleitos Paulo Paim (PT-RS) e Inácio Arruda (PCdoB-CE), que têm mandato até 2015. O senador Tião Viana (PT-AC) tem mais quatro anos de mandato, mas foi eleito governador do Acre e terá de renunciar para assumir o novo posto.
A bancada ainda poderá aumentar com a confirmação se os novos eleitos dos estados do Amapá, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Sergipe são ou foram sindicalistas. Veja abaixo a lista das bancadas de trabalhadores:
Câmara dos Deputados
ACRE
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
HENRIQUE AFONSO PV REELEITO Professor
PERPÉTUA ALMEIDA PCdoB REELEITA Professora e bancária
SIBA MACHADO PT NOVO Geógrafo
TAUMATURGO PT NOVO Auditor fiscal do trabalho
AMAPÁ
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
PROFESSORA DALVA PT REELEITA Professora
PROFESSORA MARCIVÂNIA PT NOVA Professora de ensino superior
BAHIA
Parlamentar Partido SITUAÇÃO Categoria/profissão
AFONSO BANDEIRA PT NOVO Professor de ensino superior
ALICE PORTUGAL PCdoB REELEITA Química industrial e farmacêutica bioquímica
AMAURI TEIXEIRA PT NOVO Economista e especialista em direito do estado e tributário
DANIEL ALMEIDA PCdoB REELEITO Industriário
EDSON PIMENTA PCdoB NOVO Servidor público estadual
LUIZ ALBERTO PT REELEITO Técnico químico/petroleiro
NELSON PELLEGRINO PT REELEITO Advogado
RUI COSTA PT NOVO Economista
VALMIR ASSUNÇÃO PT NOVO Agricultor
WALDENOR PT NOVO Economista e professor universitário
ZEZÉU RIBEIRO PT REELEITO Arquiteto
CEARÁ
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ARTUR BRUNO PT NOVO Professor de ensino superior
CHICO LOPES PCdoB REELEITO Professor e auditor-fiscal
EUDES XAVIER PT REELEITO COMERCIÁRIO
DISTRITO FEDERAL
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ERIKA KOKAY PT NOVA Bancária e economiária
MAGELA PT REELEITO Bancário
PAULO TADEU PT NOVO Eletricitário
MARANHÃO
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
DOMINGOS DUTRA PT REELEITO Advogado
MINAS GERAIS
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
GILMAR MACHADO PT REELEITO Professor de história
LEONARDO MONTEIRO PT REELEITO Advogado e técnico químico
MATO GROSSO DO SUL
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ANTÔNIO CARLOS BIFFI PT REELEITO Professor
VANDER LOUBET PT REELEITO Bancário e funcionário público
PARÁ
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
BETO FARO PT REELEITO Agricultor familiar
MIRIQUINHO BATISTA PT NOVO Professor
ZÉ GERALDO PT REELEITO Trabalhador rural
PERNAMBUCO
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
FERNANDO FERRO PT REELEITO Engenheiro elétrico
MAURÍCIO RANDS PT REELEITO Advogado
PAULO RUBEM SANTIAGO PDT REELEITO Professor
PIAUÍ
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ASSIS CARVALHO PT NOVO Bancário e economiário
PARANÁ
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ÂNGELO VANHONI PT REELEITO Bancário e professor
ASSIS DO COUTO PT REELEITO Agricultor
DR. ROSINHA PT REELEITO Médico e servidor público
RIO DE JANEIRO
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
JANDIRA FEGHALI PCdoB NOVA Médica
JORGE BITTAR PT REELEITO Engenheiro
LUIZ SÉRGIO PT REELEITO Metalúrgico
STEPAN NERCESSIAN PPS NOVO Ator e diretor de espetáculo
RIO GRANDE DO NORTE
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
FÁTIMA BEZERRA PT REELEITA Pedagoga
RIO GRANDE DO SUL
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ASSIS MELO PCdoB NOVO Operador de aparelhos de produção industrial
ELVINO BHON GASS PT NOVO Agricultor
MARCO MAIA PT REELEITO Metalúrgico
MARCON PT NOVO Agricultor
PEPE VARGAS PT REELEITO Médico
SANTA CATARINA
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
LUCI CHOINACKI PT NOVA Agricultora
SERGIPE
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
MARCIO MACEDO PT NOVO Professor
SÃO PAULO
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ARLINDO CHINAGLIA PT REELEITO Médico
CÂNDIDO VACCAREZZA PT REELEITO Médico
CARLINHOS ALMEIDA PT NOVO Bancário e professor de história
DEVANIR RIBEIRO PT REELEITO Aposentado (metalúrgico)
IVAN VALENTE PSOL REELEITO Professor
JANETE PIETÁ PT REELEITA Professora e arquiteta
JOÃO PAULO CUNHA PT REELEITO Metalúrgico
NEWTON LIMA NETO PT NOVO Professor universitário
PAULO PEREIRA DA SILVA PDT REELEITO Metalúrgico
RICARDO BERZOINI PT REELEITO Bancário
ROBERTO SANTIAGO PV REELEITO Comerciário
VICENTINHO PT REELEITO Bacharel em direito e metalúrgico
Fonte: Diap () (sujeito a alterações)
Bancada Sindical no Senado (6)
1.AM - Vanessa Graziottin (PCdoB)
2.BA - Walter Pinheiro (PT)
3.CE - Inácio Arruda (PCdoB)
4.CE - José Pimentel (PT)
5.PI - Wellington Dias (PT)
6.RS - Paulo Paim (PT)
Dos atuais 61 parlamentares, os trabalhadores passarão a ter 67 congressistas – 61 deputados e seis senadores. O principal crescimento acontece na Câmara dos Deputados, em que o número de cadeiras passou de 54 para 61.
O órgão também detectou que 22 deputados são novos e 39 deputados foram reeleitos para a Câmara dos Deputados. No Senado, quatro representantes são novos. Vanessa Graziottin (PCdoB-AM), Walter Pinheiro (PT-BA), José Pimentel (PT-CE) e Wellington Dias (PT-PI) se unem aos reeleitos Paulo Paim (PT-RS) e Inácio Arruda (PCdoB-CE), que têm mandato até 2015. O senador Tião Viana (PT-AC) tem mais quatro anos de mandato, mas foi eleito governador do Acre e terá de renunciar para assumir o novo posto.
A bancada ainda poderá aumentar com a confirmação se os novos eleitos dos estados do Amapá, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Sergipe são ou foram sindicalistas. Veja abaixo a lista das bancadas de trabalhadores:
Câmara dos Deputados
ACRE
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
HENRIQUE AFONSO PV REELEITO Professor
PERPÉTUA ALMEIDA PCdoB REELEITA Professora e bancária
SIBA MACHADO PT NOVO Geógrafo
TAUMATURGO PT NOVO Auditor fiscal do trabalho
AMAPÁ
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
PROFESSORA DALVA PT REELEITA Professora
PROFESSORA MARCIVÂNIA PT NOVA Professora de ensino superior
BAHIA
Parlamentar Partido SITUAÇÃO Categoria/profissão
AFONSO BANDEIRA PT NOVO Professor de ensino superior
ALICE PORTUGAL PCdoB REELEITA Química industrial e farmacêutica bioquímica
AMAURI TEIXEIRA PT NOVO Economista e especialista em direito do estado e tributário
DANIEL ALMEIDA PCdoB REELEITO Industriário
EDSON PIMENTA PCdoB NOVO Servidor público estadual
LUIZ ALBERTO PT REELEITO Técnico químico/petroleiro
NELSON PELLEGRINO PT REELEITO Advogado
RUI COSTA PT NOVO Economista
VALMIR ASSUNÇÃO PT NOVO Agricultor
WALDENOR PT NOVO Economista e professor universitário
ZEZÉU RIBEIRO PT REELEITO Arquiteto
CEARÁ
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ARTUR BRUNO PT NOVO Professor de ensino superior
CHICO LOPES PCdoB REELEITO Professor e auditor-fiscal
EUDES XAVIER PT REELEITO COMERCIÁRIO
DISTRITO FEDERAL
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ERIKA KOKAY PT NOVA Bancária e economiária
MAGELA PT REELEITO Bancário
PAULO TADEU PT NOVO Eletricitário
MARANHÃO
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
DOMINGOS DUTRA PT REELEITO Advogado
MINAS GERAIS
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
GILMAR MACHADO PT REELEITO Professor de história
LEONARDO MONTEIRO PT REELEITO Advogado e técnico químico
MATO GROSSO DO SUL
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ANTÔNIO CARLOS BIFFI PT REELEITO Professor
VANDER LOUBET PT REELEITO Bancário e funcionário público
PARÁ
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
BETO FARO PT REELEITO Agricultor familiar
MIRIQUINHO BATISTA PT NOVO Professor
ZÉ GERALDO PT REELEITO Trabalhador rural
PERNAMBUCO
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
FERNANDO FERRO PT REELEITO Engenheiro elétrico
MAURÍCIO RANDS PT REELEITO Advogado
PAULO RUBEM SANTIAGO PDT REELEITO Professor
PIAUÍ
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ASSIS CARVALHO PT NOVO Bancário e economiário
PARANÁ
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ÂNGELO VANHONI PT REELEITO Bancário e professor
ASSIS DO COUTO PT REELEITO Agricultor
DR. ROSINHA PT REELEITO Médico e servidor público
RIO DE JANEIRO
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
JANDIRA FEGHALI PCdoB NOVA Médica
JORGE BITTAR PT REELEITO Engenheiro
LUIZ SÉRGIO PT REELEITO Metalúrgico
STEPAN NERCESSIAN PPS NOVO Ator e diretor de espetáculo
RIO GRANDE DO NORTE
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
FÁTIMA BEZERRA PT REELEITA Pedagoga
RIO GRANDE DO SUL
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ASSIS MELO PCdoB NOVO Operador de aparelhos de produção industrial
ELVINO BHON GASS PT NOVO Agricultor
MARCO MAIA PT REELEITO Metalúrgico
MARCON PT NOVO Agricultor
PEPE VARGAS PT REELEITO Médico
SANTA CATARINA
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
LUCI CHOINACKI PT NOVA Agricultora
SERGIPE
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
MARCIO MACEDO PT NOVO Professor
SÃO PAULO
Parlamentar Partido Situação Categoria/profissão
ARLINDO CHINAGLIA PT REELEITO Médico
CÂNDIDO VACCAREZZA PT REELEITO Médico
CARLINHOS ALMEIDA PT NOVO Bancário e professor de história
DEVANIR RIBEIRO PT REELEITO Aposentado (metalúrgico)
IVAN VALENTE PSOL REELEITO Professor
JANETE PIETÁ PT REELEITA Professora e arquiteta
JOÃO PAULO CUNHA PT REELEITO Metalúrgico
NEWTON LIMA NETO PT NOVO Professor universitário
PAULO PEREIRA DA SILVA PDT REELEITO Metalúrgico
RICARDO BERZOINI PT REELEITO Bancário
ROBERTO SANTIAGO PV REELEITO Comerciário
VICENTINHO PT REELEITO Bacharel em direito e metalúrgico
Fonte: Diap () (sujeito a alterações)
Bancada Sindical no Senado (6)
1.AM - Vanessa Graziottin (PCdoB)
2.BA - Walter Pinheiro (PT)
3.CE - Inácio Arruda (PCdoB)
4.CE - José Pimentel (PT)
5.PI - Wellington Dias (PT)
6.RS - Paulo Paim (PT)
Bernardo aposta que Dilma retoma ofensiva
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem em Umuarama que, passado o atordoamento inicial pela realização do segundo turno, a campanha de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República está retomando seu espírito ofensivo, para reposicionar a discussão política na disputa, que deu lugar ao debate de temas religiosos.
“O que as pessoas vão lembrar na hora do voto são as conquistas do governo Lula. É isso que vai fazer a diferença”, afirmou Bernardo, que esteve em Umuarama inaugurando um dos quatro campi do IFPR (Instituto Federal do Paraná) no estado.
Bernardo comandou a solenidade em Umuarama, enquanto o governador Orlando Pessuti (PMDB) inaugurou a unidade de Telêmaco Borba, em substituição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cancelou a participação na cerimônia.
Lula esteve em Telêmaco Borba, mas devido à falta de condições meteorológicas no aeroporto da cidade, onde chovia muito, o avião que trazia o presidente não conseguiu pousar.
Lula chegou a sobrevoar a cidade, mas voltou a São Paulo, onde tinha outro compromisso. Com o cancelamento da participação de Lula, o PT estuda a possibilidade de trazer a candidata ao Paraná na próxima semana. Porém, não há agenda nem data programada.
O ministro do Planejamento avalia que a entrada dos temas religiosos no debate eleitoral teve o efeito positivo de mostrar que as lideranças das igrejas têm vontade de participar do processo político, manifestando posições, e que o voto cristão tem força no Brasil.
“Esse é o lado bom. Mas a forma como isto é feito é que foi ruim. Porque espalharam boatos, mentiras, informações truncadas que não são compatíveis com o espírito cristão. Esse foi o lado negativo”, disse Bernardo, que definiu como “eleitoreira” a inserção da discussão pela campanha de José Serra (PSDB). “O tema do aborto nunca esteve em discussão no governo. O Lula é presidente há oito anos e não houve nenhuma iniciativa nesse sentido”, afirmou.
A redução da distância entre Dilma e Serra nas pesquisas de intenções de votos não abala os apoios da petista, assegurou Bernardo. “A distância diminuiu, mas a Dilma está na frente em todas as pesquisas de intenções de votos. Isto levanta a militância, que acabou o primeiro turno com um gosto amargo na boca, e vai tornar a campanha mais aguerrida”, afirmou o ministro do Planejamento.
Ele acha que a tendência, a partir desta semana, é que as discussões sejam mais equilibradas. Bernardo atribuiu à vitalidade da campanha tucana à surpresa que os aliados de Serra tiveram com o adiamento da decisão para o segundo turno.
“A euforia tucana se explica porque eles estavam certos que iam perder no primeiro turno. Para eles, foi uma vitória tremenda ter esse segundo turno”, comentou.
“O que as pessoas vão lembrar na hora do voto são as conquistas do governo Lula. É isso que vai fazer a diferença”, afirmou Bernardo, que esteve em Umuarama inaugurando um dos quatro campi do IFPR (Instituto Federal do Paraná) no estado.
Bernardo comandou a solenidade em Umuarama, enquanto o governador Orlando Pessuti (PMDB) inaugurou a unidade de Telêmaco Borba, em substituição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cancelou a participação na cerimônia.
Lula esteve em Telêmaco Borba, mas devido à falta de condições meteorológicas no aeroporto da cidade, onde chovia muito, o avião que trazia o presidente não conseguiu pousar.
Lula chegou a sobrevoar a cidade, mas voltou a São Paulo, onde tinha outro compromisso. Com o cancelamento da participação de Lula, o PT estuda a possibilidade de trazer a candidata ao Paraná na próxima semana. Porém, não há agenda nem data programada.
O ministro do Planejamento avalia que a entrada dos temas religiosos no debate eleitoral teve o efeito positivo de mostrar que as lideranças das igrejas têm vontade de participar do processo político, manifestando posições, e que o voto cristão tem força no Brasil.
“Esse é o lado bom. Mas a forma como isto é feito é que foi ruim. Porque espalharam boatos, mentiras, informações truncadas que não são compatíveis com o espírito cristão. Esse foi o lado negativo”, disse Bernardo, que definiu como “eleitoreira” a inserção da discussão pela campanha de José Serra (PSDB). “O tema do aborto nunca esteve em discussão no governo. O Lula é presidente há oito anos e não houve nenhuma iniciativa nesse sentido”, afirmou.
A redução da distância entre Dilma e Serra nas pesquisas de intenções de votos não abala os apoios da petista, assegurou Bernardo. “A distância diminuiu, mas a Dilma está na frente em todas as pesquisas de intenções de votos. Isto levanta a militância, que acabou o primeiro turno com um gosto amargo na boca, e vai tornar a campanha mais aguerrida”, afirmou o ministro do Planejamento.
Ele acha que a tendência, a partir desta semana, é que as discussões sejam mais equilibradas. Bernardo atribuiu à vitalidade da campanha tucana à surpresa que os aliados de Serra tiveram com o adiamento da decisão para o segundo turno.
“A euforia tucana se explica porque eles estavam certos que iam perder no primeiro turno. Para eles, foi uma vitória tremenda ter esse segundo turno”, comentou.
Aliados de Dilma querem reação em Londrina
Aliados de Dilma querem reação em Londrina
Os deputados estaduais e federais aliados de Dilma Rousseff (PT), em Londrina, decidiram arregaçar as mangas para tentar melhorar o desempenho eleitoral da candidata a presidente no município.
Os deputados federais André Vargas (PT), Alex Canziani (PTB), o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT) e a senadora eleita Gleisi Hoffmann (PT) estão convocando para hoje um ato público no Sindicato do Comércio Varejista de Londrina, para lançar uma Frente Pró-Dilma Presidente.
A votação da candidata no primeiro turno em Londrina mexeu com os brios do grupo. Entre os maiores colégios eleitorais do Estado, a cidade foi a única em que Dilma ficou em terceiro lugar, perdendo para Marina Silva (PV).
Dilma fez apenas 51.029 votos (18,77%), atrás de Marina que fez 64.467 votos (23,71%). O primeiro lugar coube a José Serra (PSDB), com 152.045 votos (55.92%).
A votação de Dilma chamou a atenção porque os investimentos do governo Lula na cidade não foram poucos. Além disso, a cidade tem três representantes de primeiro escalão no governo federal: os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Marcia Lopes (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e Gilberto Carvalho (chefe de Gabinete).
O Secretário nacional de Comunicação do PT, o deputado federal André Vargas, disse que o resultado surpreendeu. “A Marina acabou crescendo no final. Isso nunca tinha aparecido nas pesquisas de intenções de votos”, afirmou o deputado federal.
O resultado de Dilma na cidade reproduziu a votação estadual, em que apesar de o prefeito ser do PDT, o senador Osmar Dias teve uma das menores votações do estado. Beto Richa (PSDB) obteve 71,87% dos votos, o correspondente a 190 mil votos e Osmar fez 25,05% ou 66 mil votos.
Os deputados estaduais e federais aliados de Dilma Rousseff (PT), em Londrina, decidiram arregaçar as mangas para tentar melhorar o desempenho eleitoral da candidata a presidente no município.
Os deputados federais André Vargas (PT), Alex Canziani (PTB), o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT) e a senadora eleita Gleisi Hoffmann (PT) estão convocando para hoje um ato público no Sindicato do Comércio Varejista de Londrina, para lançar uma Frente Pró-Dilma Presidente.
A votação da candidata no primeiro turno em Londrina mexeu com os brios do grupo. Entre os maiores colégios eleitorais do Estado, a cidade foi a única em que Dilma ficou em terceiro lugar, perdendo para Marina Silva (PV).
Dilma fez apenas 51.029 votos (18,77%), atrás de Marina que fez 64.467 votos (23,71%). O primeiro lugar coube a José Serra (PSDB), com 152.045 votos (55.92%).
A votação de Dilma chamou a atenção porque os investimentos do governo Lula na cidade não foram poucos. Além disso, a cidade tem três representantes de primeiro escalão no governo federal: os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Marcia Lopes (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e Gilberto Carvalho (chefe de Gabinete).
O Secretário nacional de Comunicação do PT, o deputado federal André Vargas, disse que o resultado surpreendeu. “A Marina acabou crescendo no final. Isso nunca tinha aparecido nas pesquisas de intenções de votos”, afirmou o deputado federal.
O resultado de Dilma na cidade reproduziu a votação estadual, em que apesar de o prefeito ser do PDT, o senador Osmar Dias teve uma das menores votações do estado. Beto Richa (PSDB) obteve 71,87% dos votos, o correspondente a 190 mil votos e Osmar fez 25,05% ou 66 mil votos.
Ex-prefeito de Paranaguá terá de devolver R$ 85 mil
O ex-prefeito de Paranaguá Mário Roque (PMDB) vai ter que devolver R$ 85 mil aos cofres do Estado, por compra irregular de um terreno enquanto ele estava a frente da prefeitura.
A determinação partiu da Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O dono do imóvel, Francisco Carlos Machado, também foi responsabilizado pelo ressarcimento do valor, que deverá ser atualizado, com juros e correção monetária, desde a data do negócio, que ocorreu em 1997, até o recolhimento. A decisão foi tomada durante julgamento da prestação de contas de um convênio do Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp) e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca) com a prefeitura de Paranaguá, pelo qual foram repassados R$ 150 mil ao município, na época.
O recurso seria destinado à instalação de um centro de recuperação de adolescentes usuários de drogas. Do total do valor repassado, a prefeitura utilizou R$ 85 mil na compra do imóvel, com 52 mil metros quadrados, pertencente a Machado.
A propriedade, no entanto, estava penhorada na Justiça, a pedido do hoje extinto Banco Bamerindus, como garantia de uma dívida contraída por Machado em 1996. De acordo com o TCE, em 2005 o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) anulou a venda do imóvel, por considerá-la fraudulenta, e condenou a prefeitura a pagar R$ 5 mil de honorários a advogados.
No julgamento desta semana, o conselheiro do TCE Heinz Herwig, relator do processo, seguiu a instrução da Diretoria de Análise de Transferências e o parecer do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, que opinaram pela devolução dos recursos.
O voto do relator foi aprovado por unanimidade. Além da devolução dos recursos, Mário Roque será incluído no cadastro dos responsáveis com contas irregulares. O prazo para apresentação de recurso ao TCE é de 15 dias a partir da publicação do acórdão no periódico Atos Oficiais, editado todas as sextas-feiras no site do TCE (www.tce.pr.gov.br).
“Eu não me lembro nem do que eu comi ontem, como vou me lembrar disso?”, indagou o aparentemente surpreso ex-prefeito de Paranaguá. Mário Roque foi prefeito de Paranaguá em dois mandatos, de 1997 a 2004. Em 2008, ele tentou voltar à prefeitura, mas foi derrotado por José Baka Filho (PDT).
Suplente do deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB), Mario Roque chegou a assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa por um breve período, logo após Carli Filho ter renunciado após se envolver em um acidente automobilístico na capital paranaense que resultou na morte de dois jovens.
No entanto, a vaga de Roque foi questionada por infidelidade partidária, já que ele havia migrado do PSB ao PMDB. A vaga de deputado acabou ficando com Wilson Quinteiro (PSB), da região de Maringá. Neste ano, Roque se candidatou novamente a deputado estadual, mas não conseguiu se eleger.
A determinação partiu da Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O dono do imóvel, Francisco Carlos Machado, também foi responsabilizado pelo ressarcimento do valor, que deverá ser atualizado, com juros e correção monetária, desde a data do negócio, que ocorreu em 1997, até o recolhimento. A decisão foi tomada durante julgamento da prestação de contas de um convênio do Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp) e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca) com a prefeitura de Paranaguá, pelo qual foram repassados R$ 150 mil ao município, na época.
O recurso seria destinado à instalação de um centro de recuperação de adolescentes usuários de drogas. Do total do valor repassado, a prefeitura utilizou R$ 85 mil na compra do imóvel, com 52 mil metros quadrados, pertencente a Machado.
A propriedade, no entanto, estava penhorada na Justiça, a pedido do hoje extinto Banco Bamerindus, como garantia de uma dívida contraída por Machado em 1996. De acordo com o TCE, em 2005 o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) anulou a venda do imóvel, por considerá-la fraudulenta, e condenou a prefeitura a pagar R$ 5 mil de honorários a advogados.
No julgamento desta semana, o conselheiro do TCE Heinz Herwig, relator do processo, seguiu a instrução da Diretoria de Análise de Transferências e o parecer do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, que opinaram pela devolução dos recursos.
O voto do relator foi aprovado por unanimidade. Além da devolução dos recursos, Mário Roque será incluído no cadastro dos responsáveis com contas irregulares. O prazo para apresentação de recurso ao TCE é de 15 dias a partir da publicação do acórdão no periódico Atos Oficiais, editado todas as sextas-feiras no site do TCE (www.tce.pr.gov.br).
“Eu não me lembro nem do que eu comi ontem, como vou me lembrar disso?”, indagou o aparentemente surpreso ex-prefeito de Paranaguá. Mário Roque foi prefeito de Paranaguá em dois mandatos, de 1997 a 2004. Em 2008, ele tentou voltar à prefeitura, mas foi derrotado por José Baka Filho (PDT).
Suplente do deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB), Mario Roque chegou a assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa por um breve período, logo após Carli Filho ter renunciado após se envolver em um acidente automobilístico na capital paranaense que resultou na morte de dois jovens.
No entanto, a vaga de Roque foi questionada por infidelidade partidária, já que ele havia migrado do PSB ao PMDB. A vaga de deputado acabou ficando com Wilson Quinteiro (PSB), da região de Maringá. Neste ano, Roque se candidatou novamente a deputado estadual, mas não conseguiu se eleger.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Dilma é alvo de grupos de extrema-direita e neonazistas
O CAMINHO DA CALÚNIA
Recebi ontem à noite um daqueles e-mails nojentos e anônimos, que estão circulando na internet, com calúnias contra a candidata Dilma Roussef. Decidi gastar alguns minutos para tentar identificar os autores. Consegui, e repasso abaixo as informações sobre os autores da baixaria – incluindo as fontes da pesquisa.
Há um e-mail circulando na internet com o seguinte título: “Candidatos de esquerda”. Na mensagem há uma série de calúnias contra Dilma, e o pedido para se votar no Serra. Também recomenda a leitura do site www.tribunanacional.com.br.
Entrei na página e de cara me deparei com aquela foto montada da Dilma ao lado de um fuzil. Uma verdadeira central de calúnias ligada à extrema direita. Vejam uma amostra neste link .
O e-mail foi enviado para minha caixa postal na noite de domingo. O remetente é um tal de Ingo Schimidt (ingo@tribunanacional.com.br). O site está registrado na Fapesp em nome do “Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares”.
Essa associação tem CNPJ (026.990.366/0001-49), está localizada na SCRN, 706-707, Bloco B, Sala 125, na Asa Norte, em Brasília. O responsável pelo site chama-se Nei Mohn. Em uma pesquisa superficial na internet, descobre-se que ele foi presidente da “Juventude Nazista” em 1968. Era informante do Cenimar e suspeito de atos de terrorismo na década de 80 (bombas em bancas de jornais e outros atentados feitos pela tigrada da comunidade de informações). Também foi investigado por falsificar o jornal da Igreja Católica, atacando religiosos que denunciavam torturas, assassinatos e desaparecimentos (vejam abaixo nas fontes).
Nunca foi investigado e sequer punido pelas barbaridades que aprontou. Para isso, contou com a proteção dos militares e da comunidade de informações para abafar os escândalos e investigações.
Prossegui na pesquisa e descobri que o filho de Nei, o advogado Bruno Degrazia Möhn trabalha para um grande escritório de advocacia de Brasília contratado por Daniel Dantas para representar o deputado federal Alberto Fraga (DEM) em ação no TCU movida pelo deputado para tentar impedir a compra de ações da BRT/OI pelos fundos de pensão.
Interessante essa ligação entre a extrema direita, nazistas e Daniel Dantas. Mas tem mais.
No registro do site ainda há outros dois nomes apontados como responsáveis pela página: Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto e Zoltan Nassif Korontai.
Serpa Pinto trabalha na Secretaria da Fazenda de Mato Grosso. Korontai é responsável pelo site . É um negócio estranho como pode ser visto na página da internet. Ele atua na área de tecnologia e fez concurso para analista de sistemas no TRE do Paraná.
O cadastro do site dele está em nome da CliqueHost Internet Hosting e Eletro Eletrônicos (CNPJ 008.144.575/0001-90 – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 246, SL 18, São Paulo). O responsável chama-se Frederich Resende Soares Marinho.
Marinho é consultor de informática e trabalha em Piraúba (MG). Há uma série de reclamações de que ele vendeu hospedagens de site e não entregou o serviço. Ele é membro da Assembleia de Deus em Sorocaba.
Outro dado interessante: Ingo coloca um link no e-mail para quem não quiser mais receber as mensagens. Esse link aponta para o seguinte endereço: . Newssender é um serviço de marketing eletrônico (leia-se spam) registrado e vendido pela Locaweb Serviços de Internet S/A. O curioso é que é o mesmo provedor que hospeda o site do candidato tucano.
===
Fontes:
– Tribuna Nacional – Dados do Registro.br
domínio:
entidade: Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares
documento: 026.990.366/0001-49
responsável: Nei Möhn
2 – Nei Mohn
Matéria Veja de 1980 –
Matéria da Isto É de 1982 –
3 – Filho de Nei
Bruno Degrazia Möhn (OAB/DF 18.161)
Trabalha no escritório Menezes e Vieira Advogados Associados –
Escritório contratado por Dantas no caso BRT –
4 – Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto
Funcionário da secretaria estadual da fazenda de mato grosso
href="http://app1.sefaz.mt.gov.br/Sistema/Legislacao/legislacaopessoa.nsf/2b2e6c5ed54869788425671300480214/88e35b271696c3bf0425738500423ded?OpenDocument">
5 – Zoltan Nassif Korontai
Site dele –
Dados do registro.br
domínio:
Recebi ontem à noite um daqueles e-mails nojentos e anônimos, que estão circulando na internet, com calúnias contra a candidata Dilma Roussef. Decidi gastar alguns minutos para tentar identificar os autores. Consegui, e repasso abaixo as informações sobre os autores da baixaria – incluindo as fontes da pesquisa.
Há um e-mail circulando na internet com o seguinte título: “Candidatos de esquerda”. Na mensagem há uma série de calúnias contra Dilma, e o pedido para se votar no Serra. Também recomenda a leitura do site www.tribunanacional.com.br.
Entrei na página e de cara me deparei com aquela foto montada da Dilma ao lado de um fuzil. Uma verdadeira central de calúnias ligada à extrema direita. Vejam uma amostra neste link .
O e-mail foi enviado para minha caixa postal na noite de domingo. O remetente é um tal de Ingo Schimidt (ingo@tribunanacional.com.br). O site está registrado na Fapesp em nome do “Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares”.
Essa associação tem CNPJ (026.990.366/0001-49), está localizada na SCRN, 706-707, Bloco B, Sala 125, na Asa Norte, em Brasília. O responsável pelo site chama-se Nei Mohn. Em uma pesquisa superficial na internet, descobre-se que ele foi presidente da “Juventude Nazista” em 1968. Era informante do Cenimar e suspeito de atos de terrorismo na década de 80 (bombas em bancas de jornais e outros atentados feitos pela tigrada da comunidade de informações). Também foi investigado por falsificar o jornal da Igreja Católica, atacando religiosos que denunciavam torturas, assassinatos e desaparecimentos (vejam abaixo nas fontes).
Nunca foi investigado e sequer punido pelas barbaridades que aprontou. Para isso, contou com a proteção dos militares e da comunidade de informações para abafar os escândalos e investigações.
Prossegui na pesquisa e descobri que o filho de Nei, o advogado Bruno Degrazia Möhn trabalha para um grande escritório de advocacia de Brasília contratado por Daniel Dantas para representar o deputado federal Alberto Fraga (DEM) em ação no TCU movida pelo deputado para tentar impedir a compra de ações da BRT/OI pelos fundos de pensão.
Interessante essa ligação entre a extrema direita, nazistas e Daniel Dantas. Mas tem mais.
No registro do site ainda há outros dois nomes apontados como responsáveis pela página: Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto e Zoltan Nassif Korontai.
Serpa Pinto trabalha na Secretaria da Fazenda de Mato Grosso. Korontai é responsável pelo site . É um negócio estranho como pode ser visto na página da internet. Ele atua na área de tecnologia e fez concurso para analista de sistemas no TRE do Paraná.
O cadastro do site dele está em nome da CliqueHost Internet Hosting e Eletro Eletrônicos (CNPJ 008.144.575/0001-90 – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 246, SL 18, São Paulo). O responsável chama-se Frederich Resende Soares Marinho.
Marinho é consultor de informática e trabalha em Piraúba (MG). Há uma série de reclamações de que ele vendeu hospedagens de site e não entregou o serviço. Ele é membro da Assembleia de Deus em Sorocaba.
Outro dado interessante: Ingo coloca um link no e-mail para quem não quiser mais receber as mensagens. Esse link aponta para o seguinte endereço: . Newssender é um serviço de marketing eletrônico (leia-se spam) registrado e vendido pela Locaweb Serviços de Internet S/A. O curioso é que é o mesmo provedor que hospeda o site do candidato tucano.
===
Fontes:
– Tribuna Nacional – Dados do Registro.br
domínio:
entidade: Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares
documento: 026.990.366/0001-49
responsável: Nei Möhn
2 – Nei Mohn
Matéria Veja de 1980 –
Matéria da Isto É de 1982 –
3 – Filho de Nei
Bruno Degrazia Möhn (OAB/DF 18.161)
Trabalha no escritório Menezes e Vieira Advogados Associados –
Escritório contratado por Dantas no caso BRT –
4 – Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto
Funcionário da secretaria estadual da fazenda de mato grosso
href="http://app1.sefaz.mt.gov.br/Sistema/Legislacao/legislacaopessoa.nsf/2b2e6c5ed54869788425671300480214/88e35b271696c3bf0425738500423ded?OpenDocument">
5 – Zoltan Nassif Korontai
Site dele –
Dados do registro.br
domínio:
Boato na rede é crime! Quem espalha pode ter até a prisão preventiva decretada
Você sabia que é crime divulgar mentiras sobre candidatos ou partidos para influenciar o eleitor na internet, e que o e-mail é prova material do crime?
A Lei 12034 (), ou Lei dos Partidos Políticos, prevê multa que varia entre R$ 5 mil e R$ 30 mil para quem envia ou reenvia e-mails com boatos, calúnias ou difamação, para fins eleitorais ou não, atacando candidatos.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)(), “divulgar fatos inverídicos em relação a candidatos e partidos, que sejam capazes de influenciar a opinião do eleitorado” também constitui crime eleitoral.
Esse tipo de prática também é considerada estelionato pelo Código Penal (), e dá prisão preventiva. O artigo 171 da legislação tipifica como crime “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”, e a pena varia entre um e cinco anos de reclusão. Já o artigo 307 do mesmo Código diz que “no caso de atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio ou para causar dano a outrem”, e a pena de detenção prevista é de 3 meses a um ano.
Os e-mails criminosos podem ser encaminhados para o Ministério Público Federal (pge@pgr.mpf.gov.br) e para a Polícia Federal (), preferencialmente com o código original das mensagens (o ip de origem). Procure também identificar-se quando for fazer a denúncia.
A Lei 12034 (), ou Lei dos Partidos Políticos, prevê multa que varia entre R$ 5 mil e R$ 30 mil para quem envia ou reenvia e-mails com boatos, calúnias ou difamação, para fins eleitorais ou não, atacando candidatos.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)(), “divulgar fatos inverídicos em relação a candidatos e partidos, que sejam capazes de influenciar a opinião do eleitorado” também constitui crime eleitoral.
Esse tipo de prática também é considerada estelionato pelo Código Penal (), e dá prisão preventiva. O artigo 171 da legislação tipifica como crime “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”, e a pena varia entre um e cinco anos de reclusão. Já o artigo 307 do mesmo Código diz que “no caso de atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio ou para causar dano a outrem”, e a pena de detenção prevista é de 3 meses a um ano.
Os e-mails criminosos podem ser encaminhados para o Ministério Público Federal (pge@pgr.mpf.gov.br) e para a Polícia Federal (), preferencialmente com o código original das mensagens (o ip de origem). Procure também identificar-se quando for fazer a denúncia.
Começa disputa pela presidência da Assembleia Legislativa
A vitória do tucano Beto Richa (PSDB) no primeiro turno das eleições para o governo ditou a direção das articulações na Assembleia Legislativa para a eleição da próxima Mesa Executiva, em fevereiro de 2011.
As conversas de bastidores apontam para duas candidaturas a presidente, que estão sendo gestadas na futura base de apoio do tucano. Uma das chapas seria encabeçada por Valdir Rossoni, atual 1.º secretário da Mesa Executiva e presidente estadual do PSDB. O outro movimento visa colocar na posição o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Durval Amaral (DEM).
Nenhum dos dois lançou publicamente as candidaturas, mas as costuras, embora no início, já começaram. A aposta é que haverá acordo entre as duas correntes bem antes de terminar o ano, quando as composições já estarão envolvendo a escolha dos ocupantes dos outros oito cargos da Mesa Diretora.
A possibilidade de uma candidatura alternativa não está descartada pelos grupos de oposição ao futuro governo. O atual presidente da Assembleia Legislativa, Nelson Justus (DEM), já disse a seu interlocutores que não pretende participar da futura Mesa.
Reeleito em meio ao escândalo causado pelas investigações das denúncias sobre esquema de desvio de recursos públicos na Assembleia Legislativa, Justus está disposto a voltar a atuar em plenário, sem participar da direção da Casa.
Já o atual 1.º secretário, Alexandre Curi (PMDB), tem seu nome ventilado como futuro integrante de uma das chapas. Um grupo articula para que Curi se candidate a presidente, mas o deputado, o mais votado da próxima legislatura, não se entusiasmou.
Como Justus, o 1.º secretário passou o ano sob fogo cruzado dos meios de comunicação e do Ministério Público Estadual. E prefere uma posição mais discreta no comando da Casa a partir do próximo ano.
Curi ainda tem a possibilidade de trocar a Assembleia Legislativa pelo Executivo. Além de aliado político, Curi é amigo do governador eleito e poderá ocupar um cargo no governo, se quiser, conforme dizem os tucanos próximos a Beto Richa.
Sem atritos
Rossoni já tentou ser presidente da Assembleia Legislativa quando o deputado Anibal Curi morreu, em 30 de agosto de 1999. Perdeu o cargo para Nelson Justus, o primeiro presidente eleito após a morte de Curi.
Apesar de Rossoni ocupar a liderança do governo à época, o apoio do então governador Jaime Lerner foi para Justus. Depois disso, Rossoni nunca mais tentou disputar o cargo.
A volta do PSDB ao governo abriu novas possibilidades para Rossoni. Publicamente, o deputado afirma que não está trabalhando para conquistar o comando da Assembleia Legislativa. Mas não convence seus aliados que já começaram as conversas para angariar os apoios necessários ao projeto.
Durval Amaral também tem seus trunfos. Foi ele quem formulou algumas das principais medidas adotadas pela atual Mesa Executiva para dar mais transparência às ações do Legislativo.
Amaral coordenou a construção do Portal da Transparência, destinado a mostrar à população como os deputados gastam a verba de cerca de R$ 60 mil que recebem para pagamento de despesas e contratação de pessoal.
Enquanto as conversas prosseguem, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o fim da reeleição para a Mesa e a representação proporcional dos partidos está estacionada na Comissão Especial.
O relator da PEC apresentada pela bancada do PT, Ademar Traiano (PSDB), mudou radicalmente o texto, reintroduzindo a reeleição e acabando com a representação proporcional das bancadas. O parecer está à espera da votação na Comissão.
As conversas de bastidores apontam para duas candidaturas a presidente, que estão sendo gestadas na futura base de apoio do tucano. Uma das chapas seria encabeçada por Valdir Rossoni, atual 1.º secretário da Mesa Executiva e presidente estadual do PSDB. O outro movimento visa colocar na posição o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Durval Amaral (DEM).
Nenhum dos dois lançou publicamente as candidaturas, mas as costuras, embora no início, já começaram. A aposta é que haverá acordo entre as duas correntes bem antes de terminar o ano, quando as composições já estarão envolvendo a escolha dos ocupantes dos outros oito cargos da Mesa Diretora.
A possibilidade de uma candidatura alternativa não está descartada pelos grupos de oposição ao futuro governo. O atual presidente da Assembleia Legislativa, Nelson Justus (DEM), já disse a seu interlocutores que não pretende participar da futura Mesa.
Reeleito em meio ao escândalo causado pelas investigações das denúncias sobre esquema de desvio de recursos públicos na Assembleia Legislativa, Justus está disposto a voltar a atuar em plenário, sem participar da direção da Casa.
Já o atual 1.º secretário, Alexandre Curi (PMDB), tem seu nome ventilado como futuro integrante de uma das chapas. Um grupo articula para que Curi se candidate a presidente, mas o deputado, o mais votado da próxima legislatura, não se entusiasmou.
Como Justus, o 1.º secretário passou o ano sob fogo cruzado dos meios de comunicação e do Ministério Público Estadual. E prefere uma posição mais discreta no comando da Casa a partir do próximo ano.
Curi ainda tem a possibilidade de trocar a Assembleia Legislativa pelo Executivo. Além de aliado político, Curi é amigo do governador eleito e poderá ocupar um cargo no governo, se quiser, conforme dizem os tucanos próximos a Beto Richa.
Sem atritos
Rossoni já tentou ser presidente da Assembleia Legislativa quando o deputado Anibal Curi morreu, em 30 de agosto de 1999. Perdeu o cargo para Nelson Justus, o primeiro presidente eleito após a morte de Curi.
Apesar de Rossoni ocupar a liderança do governo à época, o apoio do então governador Jaime Lerner foi para Justus. Depois disso, Rossoni nunca mais tentou disputar o cargo.
A volta do PSDB ao governo abriu novas possibilidades para Rossoni. Publicamente, o deputado afirma que não está trabalhando para conquistar o comando da Assembleia Legislativa. Mas não convence seus aliados que já começaram as conversas para angariar os apoios necessários ao projeto.
Durval Amaral também tem seus trunfos. Foi ele quem formulou algumas das principais medidas adotadas pela atual Mesa Executiva para dar mais transparência às ações do Legislativo.
Amaral coordenou a construção do Portal da Transparência, destinado a mostrar à população como os deputados gastam a verba de cerca de R$ 60 mil que recebem para pagamento de despesas e contratação de pessoal.
Enquanto as conversas prosseguem, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o fim da reeleição para a Mesa e a representação proporcional dos partidos está estacionada na Comissão Especial.
O relator da PEC apresentada pela bancada do PT, Ademar Traiano (PSDB), mudou radicalmente o texto, reintroduzindo a reeleição e acabando com a representação proporcional das bancadas. O parecer está à espera da votação na Comissão.
Agenda de Lula na visita ao Paraná
[ 15/10 ]
9h - Despachos internos
Palácio da Alvorada
13h30 - Partida para Telêmaco Borba (PR)
Base Aérea de Brasília (DF)
15h - Chegada a Telêmaco Borba
Aeroporto Monte Alegre
15h30 - Visita às instalações do Campus Telêmaco Borba do Instituto Federal do Paraná (IFPR)
Rodovia PR 160, Km 19,5
16h - Cerimônia de inauguração simultânea de escolas técnicas federais em Telêmaco Borba, Umuarama, Jacarezinho e Paranavaí (PR)
18h30 - Partida para São Paulo (SP)
Aeroporto Monte Alegre
19h15 - Chegada a São Paulo
Aeroporto de Congonhas
20h - Compromisso privado
9h - Despachos internos
Palácio da Alvorada
13h30 - Partida para Telêmaco Borba (PR)
Base Aérea de Brasília (DF)
15h - Chegada a Telêmaco Borba
Aeroporto Monte Alegre
15h30 - Visita às instalações do Campus Telêmaco Borba do Instituto Federal do Paraná (IFPR)
Rodovia PR 160, Km 19,5
16h - Cerimônia de inauguração simultânea de escolas técnicas federais em Telêmaco Borba, Umuarama, Jacarezinho e Paranavaí (PR)
18h30 - Partida para São Paulo (SP)
Aeroporto Monte Alegre
19h15 - Chegada a São Paulo
Aeroporto de Congonhas
20h - Compromisso privado
UNE e UBES apoiam Dilma Rousseff no 2º turno
UNE e UBES indicam voto em Dilma Rousseff
As entidades estudantis afirmam indicam voto à Dilma por acreditarem que é a oportunidade de aprofundar avanços obtidos nos últimos anos
Diante do processo eleitoral em curso no país, a União Nacional dos Estudantes (UNE) convocou sua diretoria plena para reunião realizada em São Paulo no fim de semana dos dias 9 e 10 de outubro. Uma das polêmicas que os estudantes debateram foi o posicionamento da entidade no 2° turno das eleições presidenciais de 2010.
Durante os dois dias de reunião na sede da Apeoesp e no Hotel Linson, com a presença de mais de 200 estudantes, fortaleceu-se a opinião para que a UNE declarasse apoio a uma das candidaturas que estão colocadas. No domingo, dia 10, os mais de 80 diretores da entidade com direito a voto referendaram uma decisão. A UNE aprovou um indicativo de voto para a candidata Dilma Rousseff.
Nota UNE
Derrotar o retrocesso neoliberal: Dilma Presidente
A União Nacional dos Estudantes tem historicamente se pautado na defesa dos interesses dos estudantes brasileiros, da Educação Pública e da soberania nacional. O faz compreendendo que a autonomia política é fundamental na luta pela construção de um país justo e soberano. Contudo, nos momentos de acirramento da luta política do Brasil, não nos furtamos de tomar posição e somarmos força ao campo mais progressista das forças políticas no país.
Foi assim na experiência da luta contra o nazi-facismo na década de 40, na campanha do “Petróleo é nosso” que culminou com a criação da segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobras, na campanha das “Reformas de Base” na década de 60, na resistência contra a ditadura e na redemocratização do Brasil, no “Fora Collor” e na passeata de 16 de agosto de 2005 que segurou nas ruas a tentativa de golpe.
Esse ano não é diferente. Depois de um primeiro turno em que o debate não se aprofundou de forma necessária nos projetos de Nação em disputa, nesse segundo turno temos a chance de fazê-lo e interferir ainda mais no debate. Com o cenário de polarização e o assanhamento das forças políticas mais conservadoras do país, aliadas à grande mídia, faz-se necessário o nosso posicionamento.
Durante os anos de governo FHC, com Serra no Planejamento, a lógica do desmonte do Estado e as privatizações imperavam. O desafio vivido cotidianamente pela universidade pública era o de como não desmoronar. Inúmeras IFES não conseguiam custear sequer sua manutenção. A proliferação de faculdades privadas sem qualquer regulamentação que garantisse qualidade e compromisso social por parte destas foi outra marca daquele período. O atual secretário estadual de Educação de São Paulo, Paulo Renato, era o ministro da Educação do Brasil neste período em que a educação era vista pelo governo federal mais como mercadoria, de um lucrativo negócio, do que como um direito social estratégico para o desenvolvimento nacional. Essa lógica persiste com Serra no governo de São Paulo.
É esse projeto que devemos derrotar. O compromisso dos estudantes brasileiros é com o aprofundamento da Democracia no nosso país e na defesa do protagonismo do Estado brasileiro, pois somente a partir destes é possível que o povo brasileiro interfira nos rumos das políticas públicas no nosso país. Ainda, reafirmamos o nosso compromisso com o investimento de 10% do PIB na educação, impedindo que o retorno de mecanismos de contingenciamento de verbas sejam novamente utilizados como a Desvinculação das Receitas da União (DRU). Nossa disposição é fazer com que o próximo período sirva para a construção de importantes Reformas Estruturantes no Brasil, que pavimente um profundo ciclo de desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental, mas que também propicie o desenvolvimento humano da sociedade brasileira.
Assim, no ambiente de polarização que se configura na atual quadra política, é fundamental que essa geração tome posição e derrote o setor conservador representado na candidatura de Jose Serra. A Diretoria Plena da União Nacional dos Estudantes, reunida na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo - APEOESP - e na presença de lideranças estudantis de todo o país, decide indicar o voto em Dilma Rousseff no segundo turno das eleições para a Presidência da República Federativa do Brasil.
União Nacional dos Estudantes (UNE)
10 de outubro de 2010
Nota UBES
Contra a volta da direita privatista, a UBES quer Dilma presidente
A democracia brasileira, mais uma vez, se encontra numa encruzilhada histórica. Passados pouco mais de 20 anos do fim da ditadura militar, o povo brasileiro mais uma vez é chamado a decidir o destino de nossa Nação.
As eleições brasileiras em 2010 estão polarizadas entre um projeto privatista, que se manteve no poder por longos anos na década de 90, representando um grande retrocesso para a democracia. Tratava-se de um governo que criminalizou os movimentos sociais, sucateou a educação pública, abrindo espaço para o crescimento de universidades sem nenhum critério de qualidade, inclusive às universidades privadas, além de proibir a construção de novas escolas técnicas e vender o patrimônio nacional por meio de privatizações claramente fraudulentas, a exemplo da venda da Vale do Rio Doce.
É interessante ressaltar que essas políticas não se manifestaram apenas em âmbito federal, por onde passam os governos neoliberais e que deixam sua marca negativa. Em São Paulo, o então governador José Serra não negou suas convicções partidárias: a educação pública foi mais uma vez sucateada, tendo inclusive péssimos materiais didáticos (com erros de informações grotescos), aprovação automática, repressão a qualquer manifestação dos movimentos sociais, como no trato à grave dos professores liderada pela APEOESP que foi reprimida com violência pela polícia. Além de suas posições alinhadas ao imperialismo, como sua estreita relação com os EUA e suas políticas de subjugação da América Latina.
Do outro lado se coloca uma forma de governar inaugurada com o Governo do Presidente Lula, o primeiro operário a se eleger para esse cargo no Brasil. Foi aberto o diálogo com os movimentos sociais, que foram inúmeras vezes recebidos pelo Presidente, além das mais de sessenta Conferências Temáticas realizadas nos últimos oito anos, que representaram um importante passo na democratização das decisões governamentais. No âmbito educacional respiram-se novos ares. Mais de setecentas mil pessoas ingressaram no ensino superior através do PROUNI. O REUNI representou uma importante iniciativa na reestruturação e democratização das Universidades Federais. Foram criadas 214 novas escolas técnicas nos últimos oito anos, número superior à quantidade criada em toda a história do Brasil.
Para sanar o débito histórico com o com o povo brasileiro, esses números ainda são pequenos. Defendemos o investimento de 10% do PIB e 50% dos recursos do Fundo Social do pré-sal em educação, o fim do vestibular e o livre acesso à universidade, a democratização dos meios de comunicação, a auditoria na dívida pública, o passe livre, a meia-entrada, a redução da jornada de trabalho para 40h semanais, o limite da propriedade fundiária, a descriminalização do aborto e o fim das opressões.
Ainda assim, compreendemos que entre os projetos e candidatos do segundo turno, somente a candidatura de Dilma Rousseff reúne as condições para avançar ainda mais na construção de um país, justo, democrático e soberano, onde os movimentos sociais possam apresentar suas demandas e disputar os rumos desse novo Brasil que está nascendo. E é por isso que a histórica União Brasileira dos Estudantes Secundaristas mais uma vez colocará os caras-pintadas nas ruas para impedir a volta da direita ao poder.
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)
10 de outubro de 2010
Projeto UNE pelo Brasil
Estudantes de todo o país se reuniram entre os dias 22 e 25 de abril, no Rio de Janeiro, para o 58º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg) da UNE, um dos principais fóruns de deliberação do movimento estudantil. Tendo em vista as eleições de outubro deste ano, o objetivo do encontro foi elaborar e definir a plataforma política da entidade para o próximo período. Construída com muita unidade, a proposta final, aprovada pelos mais de 500 delegados presentes, reafirmou a autonomia da UNE diante do processo eleitoral 2010, não declarando apoio a nenhum candidato. Na ocasião, a entidade salientou ainda que os estudantes não ficariam fora do debate e lutariam para que o Brasil não retrocedesse em suas políticas.
O Projeto UNE pelo Brasil, aprovado durante o 58º Coneg, pode ser baixado no site da entidade () e traça linhas estratégicas para o desenvolvimento do país na visão dos estudantes. Tais como mais educação, mais direitos à juventude, mais cultura, soberania internacional, mais democracia e direitos sociais.
As entidades estudantis afirmam indicam voto à Dilma por acreditarem que é a oportunidade de aprofundar avanços obtidos nos últimos anos
Diante do processo eleitoral em curso no país, a União Nacional dos Estudantes (UNE) convocou sua diretoria plena para reunião realizada em São Paulo no fim de semana dos dias 9 e 10 de outubro. Uma das polêmicas que os estudantes debateram foi o posicionamento da entidade no 2° turno das eleições presidenciais de 2010.
Durante os dois dias de reunião na sede da Apeoesp e no Hotel Linson, com a presença de mais de 200 estudantes, fortaleceu-se a opinião para que a UNE declarasse apoio a uma das candidaturas que estão colocadas. No domingo, dia 10, os mais de 80 diretores da entidade com direito a voto referendaram uma decisão. A UNE aprovou um indicativo de voto para a candidata Dilma Rousseff.
Nota UNE
Derrotar o retrocesso neoliberal: Dilma Presidente
A União Nacional dos Estudantes tem historicamente se pautado na defesa dos interesses dos estudantes brasileiros, da Educação Pública e da soberania nacional. O faz compreendendo que a autonomia política é fundamental na luta pela construção de um país justo e soberano. Contudo, nos momentos de acirramento da luta política do Brasil, não nos furtamos de tomar posição e somarmos força ao campo mais progressista das forças políticas no país.
Foi assim na experiência da luta contra o nazi-facismo na década de 40, na campanha do “Petróleo é nosso” que culminou com a criação da segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobras, na campanha das “Reformas de Base” na década de 60, na resistência contra a ditadura e na redemocratização do Brasil, no “Fora Collor” e na passeata de 16 de agosto de 2005 que segurou nas ruas a tentativa de golpe.
Esse ano não é diferente. Depois de um primeiro turno em que o debate não se aprofundou de forma necessária nos projetos de Nação em disputa, nesse segundo turno temos a chance de fazê-lo e interferir ainda mais no debate. Com o cenário de polarização e o assanhamento das forças políticas mais conservadoras do país, aliadas à grande mídia, faz-se necessário o nosso posicionamento.
Durante os anos de governo FHC, com Serra no Planejamento, a lógica do desmonte do Estado e as privatizações imperavam. O desafio vivido cotidianamente pela universidade pública era o de como não desmoronar. Inúmeras IFES não conseguiam custear sequer sua manutenção. A proliferação de faculdades privadas sem qualquer regulamentação que garantisse qualidade e compromisso social por parte destas foi outra marca daquele período. O atual secretário estadual de Educação de São Paulo, Paulo Renato, era o ministro da Educação do Brasil neste período em que a educação era vista pelo governo federal mais como mercadoria, de um lucrativo negócio, do que como um direito social estratégico para o desenvolvimento nacional. Essa lógica persiste com Serra no governo de São Paulo.
É esse projeto que devemos derrotar. O compromisso dos estudantes brasileiros é com o aprofundamento da Democracia no nosso país e na defesa do protagonismo do Estado brasileiro, pois somente a partir destes é possível que o povo brasileiro interfira nos rumos das políticas públicas no nosso país. Ainda, reafirmamos o nosso compromisso com o investimento de 10% do PIB na educação, impedindo que o retorno de mecanismos de contingenciamento de verbas sejam novamente utilizados como a Desvinculação das Receitas da União (DRU). Nossa disposição é fazer com que o próximo período sirva para a construção de importantes Reformas Estruturantes no Brasil, que pavimente um profundo ciclo de desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental, mas que também propicie o desenvolvimento humano da sociedade brasileira.
Assim, no ambiente de polarização que se configura na atual quadra política, é fundamental que essa geração tome posição e derrote o setor conservador representado na candidatura de Jose Serra. A Diretoria Plena da União Nacional dos Estudantes, reunida na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo - APEOESP - e na presença de lideranças estudantis de todo o país, decide indicar o voto em Dilma Rousseff no segundo turno das eleições para a Presidência da República Federativa do Brasil.
União Nacional dos Estudantes (UNE)
10 de outubro de 2010
Nota UBES
Contra a volta da direita privatista, a UBES quer Dilma presidente
A democracia brasileira, mais uma vez, se encontra numa encruzilhada histórica. Passados pouco mais de 20 anos do fim da ditadura militar, o povo brasileiro mais uma vez é chamado a decidir o destino de nossa Nação.
As eleições brasileiras em 2010 estão polarizadas entre um projeto privatista, que se manteve no poder por longos anos na década de 90, representando um grande retrocesso para a democracia. Tratava-se de um governo que criminalizou os movimentos sociais, sucateou a educação pública, abrindo espaço para o crescimento de universidades sem nenhum critério de qualidade, inclusive às universidades privadas, além de proibir a construção de novas escolas técnicas e vender o patrimônio nacional por meio de privatizações claramente fraudulentas, a exemplo da venda da Vale do Rio Doce.
É interessante ressaltar que essas políticas não se manifestaram apenas em âmbito federal, por onde passam os governos neoliberais e que deixam sua marca negativa. Em São Paulo, o então governador José Serra não negou suas convicções partidárias: a educação pública foi mais uma vez sucateada, tendo inclusive péssimos materiais didáticos (com erros de informações grotescos), aprovação automática, repressão a qualquer manifestação dos movimentos sociais, como no trato à grave dos professores liderada pela APEOESP que foi reprimida com violência pela polícia. Além de suas posições alinhadas ao imperialismo, como sua estreita relação com os EUA e suas políticas de subjugação da América Latina.
Do outro lado se coloca uma forma de governar inaugurada com o Governo do Presidente Lula, o primeiro operário a se eleger para esse cargo no Brasil. Foi aberto o diálogo com os movimentos sociais, que foram inúmeras vezes recebidos pelo Presidente, além das mais de sessenta Conferências Temáticas realizadas nos últimos oito anos, que representaram um importante passo na democratização das decisões governamentais. No âmbito educacional respiram-se novos ares. Mais de setecentas mil pessoas ingressaram no ensino superior através do PROUNI. O REUNI representou uma importante iniciativa na reestruturação e democratização das Universidades Federais. Foram criadas 214 novas escolas técnicas nos últimos oito anos, número superior à quantidade criada em toda a história do Brasil.
Para sanar o débito histórico com o com o povo brasileiro, esses números ainda são pequenos. Defendemos o investimento de 10% do PIB e 50% dos recursos do Fundo Social do pré-sal em educação, o fim do vestibular e o livre acesso à universidade, a democratização dos meios de comunicação, a auditoria na dívida pública, o passe livre, a meia-entrada, a redução da jornada de trabalho para 40h semanais, o limite da propriedade fundiária, a descriminalização do aborto e o fim das opressões.
Ainda assim, compreendemos que entre os projetos e candidatos do segundo turno, somente a candidatura de Dilma Rousseff reúne as condições para avançar ainda mais na construção de um país, justo, democrático e soberano, onde os movimentos sociais possam apresentar suas demandas e disputar os rumos desse novo Brasil que está nascendo. E é por isso que a histórica União Brasileira dos Estudantes Secundaristas mais uma vez colocará os caras-pintadas nas ruas para impedir a volta da direita ao poder.
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)
10 de outubro de 2010
Projeto UNE pelo Brasil
Estudantes de todo o país se reuniram entre os dias 22 e 25 de abril, no Rio de Janeiro, para o 58º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg) da UNE, um dos principais fóruns de deliberação do movimento estudantil. Tendo em vista as eleições de outubro deste ano, o objetivo do encontro foi elaborar e definir a plataforma política da entidade para o próximo período. Construída com muita unidade, a proposta final, aprovada pelos mais de 500 delegados presentes, reafirmou a autonomia da UNE diante do processo eleitoral 2010, não declarando apoio a nenhum candidato. Na ocasião, a entidade salientou ainda que os estudantes não ficariam fora do debate e lutariam para que o Brasil não retrocedesse em suas políticas.
O Projeto UNE pelo Brasil, aprovado durante o 58º Coneg, pode ser baixado no site da entidade () e traça linhas estratégicas para o desenvolvimento do país na visão dos estudantes. Tais como mais educação, mais direitos à juventude, mais cultura, soberania internacional, mais democracia e direitos sociais.
Guitarrista do Rage Against The Machine declara apoio à Dilma Rousseff
Por esta os fundamentalistas que apoiam o tucano José Serra não esperavam. O músico Tom Morello (foto), líder do grupo Rage Against the Machine e um dos mais politizados da atual geração de artistas internacionais, acaba de declarar apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à sucessão do presidente Lula (PT).
Morello, que tocou no último final de semana no Brasil com um boné do MST, acaba de postar em seu perfil no twitter () a seguinte mensagem:
"Dilma Rousseff is a candidate for the poor, the working class and the youth. It's my hope that the young people of Brazil support her."
Na tradução livre para o português: "Dilma Rousseff é uma candidata pelos pobres, pela classe trabalhadora e pela juventude. A minha esperança é que os jovens do Brasil apoiem ela."
Só para lembrar, durante a apresentação no último dia do festival SWU, Morello teceu severas críticas a Rede Globo de Televisão, a mesma emissora que faz campanha velada ao candidato da direita José Serra.
No final da apresentação Morello foi na goela da Globo e postou a seguinte mensagem no twitter:
"Eu entendo que a emissora (Globo) tenha cortado quando eu coloquei o boné do MST. Isso sigfnifica que nós estamos ganhando"
Morello, que tocou no último final de semana no Brasil com um boné do MST, acaba de postar em seu perfil no twitter () a seguinte mensagem:
"Dilma Rousseff is a candidate for the poor, the working class and the youth. It's my hope that the young people of Brazil support her."
Na tradução livre para o português: "Dilma Rousseff é uma candidata pelos pobres, pela classe trabalhadora e pela juventude. A minha esperança é que os jovens do Brasil apoiem ela."
Só para lembrar, durante a apresentação no último dia do festival SWU, Morello teceu severas críticas a Rede Globo de Televisão, a mesma emissora que faz campanha velada ao candidato da direita José Serra.
No final da apresentação Morello foi na goela da Globo e postou a seguinte mensagem no twitter:
"Eu entendo que a emissora (Globo) tenha cortado quando eu coloquei o boné do MST. Isso sigfnifica que nós estamos ganhando"
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Pessuti e Richa: Aliados hoje, Inimigos amanhã?
Pessuti e Beto Richa estão andando pra lá e pra cá como se fossem amigos à décadas, mas, o próprio Pessuti já disse que quer 'fortalecer' o PMDB para a eleição de 2014. Este fortalecimento culminaria em uma candidatura própria do PMDB para o Governo do Paraná em 2014, com Pessuti para Governador (como ele queria que fosse já neste ano).
Mas, será que o Pessuti iria enfrentar seu novo aliado (Beto Richa) numa eleição pelo mesmo cargo? Sabendo que contaria com pouco apoio do PMDB, já que metade dele está com Richa e a outra com Requião? Será que o Pessuti se reconciliaria com Requião para poder sair candidato?
Ou melhor: Será que o Beto Richa trocaria o Flávio Arns pelo Pessuti no cargo de vice-governador na eleição de 2014? Será que podemos ter uma aliança PSDB/PMDB no PR em 2014 (como era para ter em 2006)? Ou será que o Pessuti vai trair a aliança com Beto Richa e vai se lançar candidato, mesmo sabendo que terá que enfrentar dois candidatos fortes (Beto Richa e Gleisi Hoffmann)?
Bem, até 2014 tá tudo em aberto ainda...
Mas, será que o Pessuti iria enfrentar seu novo aliado (Beto Richa) numa eleição pelo mesmo cargo? Sabendo que contaria com pouco apoio do PMDB, já que metade dele está com Richa e a outra com Requião? Será que o Pessuti se reconciliaria com Requião para poder sair candidato?
Ou melhor: Será que o Beto Richa trocaria o Flávio Arns pelo Pessuti no cargo de vice-governador na eleição de 2014? Será que podemos ter uma aliança PSDB/PMDB no PR em 2014 (como era para ter em 2006)? Ou será que o Pessuti vai trair a aliança com Beto Richa e vai se lançar candidato, mesmo sabendo que terá que enfrentar dois candidatos fortes (Beto Richa e Gleisi Hoffmann)?
Bem, até 2014 tá tudo em aberto ainda...
Oposição cobra pagamento do mínimo regional
A bancada de oposição pretende estender ao governo do Estado a obrigatoriedade de pagar o piso mínimo regional. A proposta foi transformada em emenda que o bloco apresentou à mensagem do governo que obriga as empresas e prestadores de serviços que mantenham contrato com a administração pública a ter o piso regional com referência para o pagamento de seus funcionários.
O salário mínimo do Paraná varia entre R$ R$ 663,00 e R$ 765,00, dependendo do grupo previsto na lei estadual que regulamentou o piso no Estado para este ano.
O projeto entrou em segunda discussão na sessão de ontem, mas devido à apresentação da emenda volta à Comissão de Constituição e Justiça. O líder da bancada de oposição, deputado Elio Rusch (DEM), afirmou que a emenda foi elaborada no início do ano.
“A emenda irá beneficiar todos os trabalhadores, sejam eles de empresas terceirizadas como também os funcionários públicos estaduais”, relatou. “Essa administração exige da iniciativa privada o pagamento do piso regional, mas não faz a lição de casa e paga para muitos servidores um piso muito abaixo do mínimo regional. O governo tem que dar exemplo, e isso o ex-governador Requião não deu”, completou.
Embora o governo assegure que nenhum servidor recebe menos que o salário mínimo regional na administração estadual, a oposição alega que não podem ser considerados no cálculo as gratificações e abonos que incidem sobre os vencimentos. A norma defendida pela oposição exclui esses benefícios e se aplica ao salário base.
Até emergência
A proposta estabelece que todas as pessoas físicas ou jurídicas que participem de processos licitatórios abertos pelo Estado devem adotar o piso regional. A justificativa do governo é que os servidores terceirizados que trabalham na administração pública, como serventes, faxineiras e copeiras, ganham menos do que R$ 663,00.
O salário destes profissionais é em média de R$ 500. Na primeira votação da Comissão de Constituição e Justiça, antes das eleições, o projeto ganhou um substitutivo geral que prevê a aplicação da norma até mesmo às empresas que forem dispensadas de licitação para prestar serviços ao estado, como nas contratações de emergência. A alteração foi incluída no texto durante a votação da constitucionalidade da lei.
O salário mínimo do Paraná varia entre R$ R$ 663,00 e R$ 765,00, dependendo do grupo previsto na lei estadual que regulamentou o piso no Estado para este ano.
O projeto entrou em segunda discussão na sessão de ontem, mas devido à apresentação da emenda volta à Comissão de Constituição e Justiça. O líder da bancada de oposição, deputado Elio Rusch (DEM), afirmou que a emenda foi elaborada no início do ano.
“A emenda irá beneficiar todos os trabalhadores, sejam eles de empresas terceirizadas como também os funcionários públicos estaduais”, relatou. “Essa administração exige da iniciativa privada o pagamento do piso regional, mas não faz a lição de casa e paga para muitos servidores um piso muito abaixo do mínimo regional. O governo tem que dar exemplo, e isso o ex-governador Requião não deu”, completou.
Embora o governo assegure que nenhum servidor recebe menos que o salário mínimo regional na administração estadual, a oposição alega que não podem ser considerados no cálculo as gratificações e abonos que incidem sobre os vencimentos. A norma defendida pela oposição exclui esses benefícios e se aplica ao salário base.
Até emergência
A proposta estabelece que todas as pessoas físicas ou jurídicas que participem de processos licitatórios abertos pelo Estado devem adotar o piso regional. A justificativa do governo é que os servidores terceirizados que trabalham na administração pública, como serventes, faxineiras e copeiras, ganham menos do que R$ 663,00.
O salário destes profissionais é em média de R$ 500. Na primeira votação da Comissão de Constituição e Justiça, antes das eleições, o projeto ganhou um substitutivo geral que prevê a aplicação da norma até mesmo às empresas que forem dispensadas de licitação para prestar serviços ao estado, como nas contratações de emergência. A alteração foi incluída no texto durante a votação da constitucionalidade da lei.
Beto Richa e Orlando Pessuti discutem transição
O governador Orlando Pessuti (PMDB) deve assinar até o fim desta semana o decreto nomeando os cinco nomes que farão parte da equipe de transição que vão trabalhar junto com os integrantes da comissão do governador eleito, Beto Richa (PSDB), no Palácio das Araucárias.
Até o fim do ano, decisões que comprometam obras e orçamento para 2011 serão discutidas conjuntamente entre as equipes de Pessuti e Beto. Os trabalhos da transição, oficialmente, começam dia 3 de novembro, logo após o segundo turno das eleições presidenciais, nas quais tanto Pessuti quanto Beto estão se dedicando nas próximas semanas.
“Não quero que tenha qualquer tipo de consideração sendo feita em função de uma disputa eleitoral”, justificou Pessuti. Até novembro, a equipe de transição de Beto se debruça sobre a estrutura estadual, conhecendo os organogramas e vinculações de cada secretaria.
Antes de fazer a nomeação, Pessuti quis conversar com Beto. O primeiro encontro entre os dois após as eleições aconteceu ontem, no Palácio das Araucárias. “Foi uma visita de cortesia. Já havíamos conversado algumas vezes, por telefone, e hoje conseguimos oficializar esse encontro, que abre os preparativos para a transição. Conversamos superficialmente, os técnicos designados por mim e pelo Pessuti vão tratar com mais tranquilidade”, disse Beto.
“Estamos prontos para repassar todas as informações que forem necessárias”, afirmou Pessuti. Beto e Pessuti decidiram que os projetos que possam comprometer a receita do Estado a partir do próximo ano serão discutidos entre ambos e os integrantes da comissão de transição.
Segundo Pessuti, o Estado será entregue “devidamente arrumado e ajustado do ponto de vista administrativo e financeiro”. “Até 31 de dezembro vamos honrar tudo o que é de nossa responsabilidade, como salários, 13.º salário, fornecedores e convênios com municípios”, garantiu Pessuti.
Entre os assuntos que serão discutidos pelo governador em exercício e pelo governador eleito estão o índice de reajuste do IPVA, o plano de custeio da Paraná Previdência e as propostas de emenda à Constituição (PEC) que tratam do reajuste salarial para algumas categorias, como a dos professores e dos policiais.
Sobre a criação da Defensoria Pública, o projeto segue a tramitação normal na Assembleia Legislativa, assim como a criação das secretarias da Mulher e de Relações Internacionais.
Pessuti pretende também deixar pronto para o próximo governador um projeto sobre possível construção de uma ponte sobre a Baía de Guaratuba. Ele também quer promover uma discussão mais ampla sobre a construção de um porto em Pontal do Paraná, que pode ser feito em parceria com a iniciativa privada.
O governador eleito destacou a expectativa de uma transição tranquila, apesar dos lados opostos na campanha nacional. “Eu e o Pessuti sabemos separar muito bem as coisas, somos políticos, temos que ter um lado, acreditamos numa ou noutra proposta, mas as questões administrativas estão preservadas”, respondeu Beto.
Pessuti informou que a equipe de transição terá representantes das secretarias da Fazenda, Casa Civil, e Planejamento e Controle Interno. A coordenação da equipe de Beto está a cargo de Carlos Homero Giacomini, secretário municipal de Planejamento de Curitiba, junto com Ivan Bonilha, Deonilson Roldo, Luiz Eduardo Sebastiani e Norberto Ortigara.
Depois de ser empossado em cerimônia na Assembleia Legislativa, no dia 1.º de janeiro, a transmissão do cargo de governador vai acontecer no Palácio Iguaçu, cujas obras devem terminar até 30 de novembro.
Até o fim do ano, decisões que comprometam obras e orçamento para 2011 serão discutidas conjuntamente entre as equipes de Pessuti e Beto. Os trabalhos da transição, oficialmente, começam dia 3 de novembro, logo após o segundo turno das eleições presidenciais, nas quais tanto Pessuti quanto Beto estão se dedicando nas próximas semanas.
“Não quero que tenha qualquer tipo de consideração sendo feita em função de uma disputa eleitoral”, justificou Pessuti. Até novembro, a equipe de transição de Beto se debruça sobre a estrutura estadual, conhecendo os organogramas e vinculações de cada secretaria.
Antes de fazer a nomeação, Pessuti quis conversar com Beto. O primeiro encontro entre os dois após as eleições aconteceu ontem, no Palácio das Araucárias. “Foi uma visita de cortesia. Já havíamos conversado algumas vezes, por telefone, e hoje conseguimos oficializar esse encontro, que abre os preparativos para a transição. Conversamos superficialmente, os técnicos designados por mim e pelo Pessuti vão tratar com mais tranquilidade”, disse Beto.
“Estamos prontos para repassar todas as informações que forem necessárias”, afirmou Pessuti. Beto e Pessuti decidiram que os projetos que possam comprometer a receita do Estado a partir do próximo ano serão discutidos entre ambos e os integrantes da comissão de transição.
Segundo Pessuti, o Estado será entregue “devidamente arrumado e ajustado do ponto de vista administrativo e financeiro”. “Até 31 de dezembro vamos honrar tudo o que é de nossa responsabilidade, como salários, 13.º salário, fornecedores e convênios com municípios”, garantiu Pessuti.
Entre os assuntos que serão discutidos pelo governador em exercício e pelo governador eleito estão o índice de reajuste do IPVA, o plano de custeio da Paraná Previdência e as propostas de emenda à Constituição (PEC) que tratam do reajuste salarial para algumas categorias, como a dos professores e dos policiais.
Sobre a criação da Defensoria Pública, o projeto segue a tramitação normal na Assembleia Legislativa, assim como a criação das secretarias da Mulher e de Relações Internacionais.
Pessuti pretende também deixar pronto para o próximo governador um projeto sobre possível construção de uma ponte sobre a Baía de Guaratuba. Ele também quer promover uma discussão mais ampla sobre a construção de um porto em Pontal do Paraná, que pode ser feito em parceria com a iniciativa privada.
O governador eleito destacou a expectativa de uma transição tranquila, apesar dos lados opostos na campanha nacional. “Eu e o Pessuti sabemos separar muito bem as coisas, somos políticos, temos que ter um lado, acreditamos numa ou noutra proposta, mas as questões administrativas estão preservadas”, respondeu Beto.
Pessuti informou que a equipe de transição terá representantes das secretarias da Fazenda, Casa Civil, e Planejamento e Controle Interno. A coordenação da equipe de Beto está a cargo de Carlos Homero Giacomini, secretário municipal de Planejamento de Curitiba, junto com Ivan Bonilha, Deonilson Roldo, Luiz Eduardo Sebastiani e Norberto Ortigara.
Depois de ser empossado em cerimônia na Assembleia Legislativa, no dia 1.º de janeiro, a transmissão do cargo de governador vai acontecer no Palácio Iguaçu, cujas obras devem terminar até 30 de novembro.
Atual gestão do maior Gremio Estudantil da América tem contas reprovadas
A atual gestão do Grêmio Estudantil do Colégio Estadual do Paraná (o maior GE da América Latina) teve sua prestação de contas REPROVADA nas Assembleias Gerais do turno da tarde e do turno da noite por ACLAMAÇÃO (o turno da manhã aprovou as contas).
A Gestão Atitude, que assumiu a quase um ano o GECEP, não enviou nenhum representante para as Assembléias, e não conseguiu explicar porque a gestão não abriu uma conta corrente (conforme o estatuto do GECEP exige), e nem daonde surgiu o dinheiro para uma festa (a unica da gestão) que foi realizada no começo do ano no John Bull.
Semana que vem haverão mais duas Asseembleias (uma de tarde e uma de noite), em que a Atitude, representada pelo seu presidente, Danilo Cassasa, terá que explicar toda a arrecadação da gestão, junto com o Tesoureiro e com o Conselho Fiscal. Caso as Assembleias mantenham o veto à prestação de contas, a gestão poderá ser destituída do GECEP antes do fim do mandato.
A Gestão Atitude, que assumiu a quase um ano o GECEP, não enviou nenhum representante para as Assembléias, e não conseguiu explicar porque a gestão não abriu uma conta corrente (conforme o estatuto do GECEP exige), e nem daonde surgiu o dinheiro para uma festa (a unica da gestão) que foi realizada no começo do ano no John Bull.
Semana que vem haverão mais duas Asseembleias (uma de tarde e uma de noite), em que a Atitude, representada pelo seu presidente, Danilo Cassasa, terá que explicar toda a arrecadação da gestão, junto com o Tesoureiro e com o Conselho Fiscal. Caso as Assembleias mantenham o veto à prestação de contas, a gestão poderá ser destituída do GECEP antes do fim do mandato.
Coluna do Gustavo Chapacais
Bem pessoal, a partir desta semana, toda quinta-feira, terá aqui no Blog a Coluna do Gustavo Chapacais. Espero que vocês gostem!
Projetos bem distintos: uma “luz” para o eleitorado
Para os menos informados, os dois projetos de governo dos dois candidatos deste segundo turno parecem ser iguais. O que esses cidadãos geralmente afirmam é que num dos lados a linguagem é culta, noutro, popular. Quem entende ou procura entender a política sabe que, histórica e politicamente, essa conclusão é equivocada, sendo que os dois projetos são bem diferentes. Um representa a direita, os “burgueses“, outro representa a esquerda, os trabalhadores e outras classes menos favorecidas.
Na direita se encontra José Serra (PSDB), que foi ministro no governo FHC.
Contraditoriamente ao dito no parágrafo anterior, o candidato tucano à presidência apresenta, desde o primeiro turno, diversas propostas que atendem ao anseio da população menos privilegiada, como o Mãe Brasileira e a construção de policlínicas. Também tentou agradar a esse público com o projeto de aumento do salário mínimo para R$600,00 e o reajuste das aposentadorias em 10%, mas tais propostas têm sido menos expostas, em razão da polêmica envolvendo o aborto (que favorece, de momento, o PSDB) e inclusive porque são tipos de promessas que provavelmente tenham influenciado poucos eleitores. Os projetos mais conscientes, diga-se assim, não foram implantados no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB/1995-2002) e implantados apenas parcialmente nos últimos dezesseis anos de governo tucano no estado de São Paulo (que era governado por José Serra até o início do ano, quando deixou o cargo para concorrer à presidência), causando um ar de suspeitas no eleitorado. Necessariamente a campanha vem mudando de tom paulatinamente, visto que não agradava àqueles que realmente procuram analisar a política brasileira e muito menos aos próprios integrantes e financiadores do PSDB.
Em lado oposto está a candidata Dilma Rousseff (PT), herdeira política de Lula e dos programas implantados por ele nos últimos oito anos. A campanha da candidata petista exalta sua participação no atual governo federal (em que ela foi Ministra de Minas e Energia e Ministra-Chefe da Casa Civil), com a implantação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a continuação dele, o PAC2, além de programas como Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida. Portanto os programas sociais de Lula que agradaram a população são a grande força na campanha do PT, o que não deixa a candidata petista atrás da campanha de José Serra. Construção de 6 mil creches, 500 UPAs e a implantação em cunho nacional das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que até então vêm sendo utilizadas nas favelas do Rio de Janeiro, e que a população desses recintos mostra aprovação, estão entre tantas propostas para o governo Dilma.
Assim sendo, os dois projetos são distintos. Mas o que essas diferenças, que são várias, representam para as eleições? Representam que o eleitor ainda está desnorteado sobre em quem votar ou em quem deixar de votar. Alguns falam que os candidatos têm projetos iguais, mas como visto aqui, não têm. São projetos bem diferentes, que apoiam diferentes camadas da sociedade, sejam elas camadas econômicas, sociais ou políticas. Outros ainda decidem seu voto com os olhares voltados para os escândalos, só que esses são severamente manipulados pela grande mídia. Observar os dois projetos e compará-los é o que pode “causar“ a decisão do eleitor. Comparar o trabalho nos governos que os candidatos participaram, também. Concluo que o que ditará o resultado destas eleições serão as propostas dos candidatos, apresentadas tanto em programas de rádio e televisão, quanto em debates.
Em se tratando de projetos, a candidata da esquerda, Dilma Rousseff, está se saindo melhor, por representar a continuidade da política lulista, que é aprovada por 79% dos brasileiros, mas isso pode não se confirmar como realidade eleitoral no dia 31 de Outubro, e isso dependerá dos discursos e da ação da militância. Para finalizar, espero que esta coluna possa servir então, nas próximas semanas, de “luz” para aqueles que ainda estão indecisos, mostrando a realidade destas eleições.
Gustavo Chapacais, 14/10/2010
Gustavo Chapacais é Estudante secundarista, defensor do Socialismo e militante do PT.
Projetos bem distintos: uma “luz” para o eleitorado
Para os menos informados, os dois projetos de governo dos dois candidatos deste segundo turno parecem ser iguais. O que esses cidadãos geralmente afirmam é que num dos lados a linguagem é culta, noutro, popular. Quem entende ou procura entender a política sabe que, histórica e politicamente, essa conclusão é equivocada, sendo que os dois projetos são bem diferentes. Um representa a direita, os “burgueses“, outro representa a esquerda, os trabalhadores e outras classes menos favorecidas.
Na direita se encontra José Serra (PSDB), que foi ministro no governo FHC.
Contraditoriamente ao dito no parágrafo anterior, o candidato tucano à presidência apresenta, desde o primeiro turno, diversas propostas que atendem ao anseio da população menos privilegiada, como o Mãe Brasileira e a construção de policlínicas. Também tentou agradar a esse público com o projeto de aumento do salário mínimo para R$600,00 e o reajuste das aposentadorias em 10%, mas tais propostas têm sido menos expostas, em razão da polêmica envolvendo o aborto (que favorece, de momento, o PSDB) e inclusive porque são tipos de promessas que provavelmente tenham influenciado poucos eleitores. Os projetos mais conscientes, diga-se assim, não foram implantados no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB/1995-2002) e implantados apenas parcialmente nos últimos dezesseis anos de governo tucano no estado de São Paulo (que era governado por José Serra até o início do ano, quando deixou o cargo para concorrer à presidência), causando um ar de suspeitas no eleitorado. Necessariamente a campanha vem mudando de tom paulatinamente, visto que não agradava àqueles que realmente procuram analisar a política brasileira e muito menos aos próprios integrantes e financiadores do PSDB.
Em lado oposto está a candidata Dilma Rousseff (PT), herdeira política de Lula e dos programas implantados por ele nos últimos oito anos. A campanha da candidata petista exalta sua participação no atual governo federal (em que ela foi Ministra de Minas e Energia e Ministra-Chefe da Casa Civil), com a implantação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a continuação dele, o PAC2, além de programas como Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida. Portanto os programas sociais de Lula que agradaram a população são a grande força na campanha do PT, o que não deixa a candidata petista atrás da campanha de José Serra. Construção de 6 mil creches, 500 UPAs e a implantação em cunho nacional das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que até então vêm sendo utilizadas nas favelas do Rio de Janeiro, e que a população desses recintos mostra aprovação, estão entre tantas propostas para o governo Dilma.
Assim sendo, os dois projetos são distintos. Mas o que essas diferenças, que são várias, representam para as eleições? Representam que o eleitor ainda está desnorteado sobre em quem votar ou em quem deixar de votar. Alguns falam que os candidatos têm projetos iguais, mas como visto aqui, não têm. São projetos bem diferentes, que apoiam diferentes camadas da sociedade, sejam elas camadas econômicas, sociais ou políticas. Outros ainda decidem seu voto com os olhares voltados para os escândalos, só que esses são severamente manipulados pela grande mídia. Observar os dois projetos e compará-los é o que pode “causar“ a decisão do eleitor. Comparar o trabalho nos governos que os candidatos participaram, também. Concluo que o que ditará o resultado destas eleições serão as propostas dos candidatos, apresentadas tanto em programas de rádio e televisão, quanto em debates.
Em se tratando de projetos, a candidata da esquerda, Dilma Rousseff, está se saindo melhor, por representar a continuidade da política lulista, que é aprovada por 79% dos brasileiros, mas isso pode não se confirmar como realidade eleitoral no dia 31 de Outubro, e isso dependerá dos discursos e da ação da militância. Para finalizar, espero que esta coluna possa servir então, nas próximas semanas, de “luz” para aqueles que ainda estão indecisos, mostrando a realidade destas eleições.
Gustavo Chapacais, 14/10/2010
Gustavo Chapacais é Estudante secundarista, defensor do Socialismo e militante do PT.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Pessuti quer reestruturar o PMDB para 2014
A dois meses e meio do final do seu curto mandato como governador, Orlando Pessuti (PMDB) está pronto para retomar o projeto de se candidatar ao governo, que teve de ser adiado deste ano para 2014.
Pessuti disse a O Estado que vai começar um processo de reestruturação do PMDB para as eleições municipais de 2012, quando pretende consolidar as bases para sua proposta de candidatura a governador.
“Quanto mais prefeitos e vereadores o PMDB tiver, mais condições o partido terá de apresentar um candidato ao governo em 2014. E eu estarei disputando essa posição. Espero que não tenha o processo de desconstrução que teve agora”, afirmou Pessuti.
Desta vez, o governador disse que não conseguiu neutralizar os focos de resistência à candidatura ao governo: o senador eleito Roberto Requião e os deputados federais estaduais do PMDB.
Salvo algumas exceções, a maioria das bancadas federal e estadual trabalhou contra a candidatura própria do PMDB, ressaltou. Uma ala defendeu o apoio ao governador eleito, Beto Richa, e a outra articulou o apoio ao senador Osmar Dias (PDT).
No diretório regional, a tese da candidatura própria teria passado em número de votos, disse o governador. Mas não sobreviveria politicamente, afirmou. “Eu tinha a maioria do partido a favor, mas a maioria da bancada estadual e federal não queria minha candidatura. O ex-governador trabalhou contra. Ele achava que atrapalharia a eleição dele ao Senado se o Osmar fosse candidato à reeleição. E certamente, não teria vencido se Osmar tivesse sido candidato”, comentou Pessuti.
Requião foi eleito senador e já avisou que vai se empenhar na derrocada de Pessuti, com quem rompeu logo depois de deixar o cargo devido às mudanças que o sucessor fez na equipe, eliminando os antigos auxiliares do ex-governador.
Da mesma forma, os deputados estaduais que já apoiavam Beto Richa antes, sinalizam que assim continuarão nos próximos quatro anos durante o mandato do tucano.
Para Pessuti, essas influências não serão determinantes, se conseguir manter a maioria no partido e se tiver a seu lado os eleitos de 2012. No próximo ano, o PMDB fará convenções municipais e estadual e haverá o confronto das forças. O resultado define quem estará no comando do partido e na condução do processo eleitoral de 2014.
Reforço
Se Dilma Rousseff (PT) vencer a eleição presidencial, o cacife de Pessuti aumenta. Embora ainda se ressinta de ter aberto mão da candidatura própria para apoiar o senador Osmar Dias (PDT), construindo o palanque único para a petista no Paraná, o atual governador do Paraná sabe que poderá ser compensado se ela for eleita. Mas Pessuti afirma que, independente de ter um ou não um cargo no governo federal, seus próximos anos serão dedicados a se fortalecer e ao PMDB.
“Nós temos que trabalhar com a perspectiva de construção de candidaturas fortes em todos os municípios. Isso não é apenas uma vontade nossa, mas um dever de um partido do tamanho do PMDB”, justificou.
Pessuti disse a O Estado que vai começar um processo de reestruturação do PMDB para as eleições municipais de 2012, quando pretende consolidar as bases para sua proposta de candidatura a governador.
“Quanto mais prefeitos e vereadores o PMDB tiver, mais condições o partido terá de apresentar um candidato ao governo em 2014. E eu estarei disputando essa posição. Espero que não tenha o processo de desconstrução que teve agora”, afirmou Pessuti.
Desta vez, o governador disse que não conseguiu neutralizar os focos de resistência à candidatura ao governo: o senador eleito Roberto Requião e os deputados federais estaduais do PMDB.
Salvo algumas exceções, a maioria das bancadas federal e estadual trabalhou contra a candidatura própria do PMDB, ressaltou. Uma ala defendeu o apoio ao governador eleito, Beto Richa, e a outra articulou o apoio ao senador Osmar Dias (PDT).
No diretório regional, a tese da candidatura própria teria passado em número de votos, disse o governador. Mas não sobreviveria politicamente, afirmou. “Eu tinha a maioria do partido a favor, mas a maioria da bancada estadual e federal não queria minha candidatura. O ex-governador trabalhou contra. Ele achava que atrapalharia a eleição dele ao Senado se o Osmar fosse candidato à reeleição. E certamente, não teria vencido se Osmar tivesse sido candidato”, comentou Pessuti.
Requião foi eleito senador e já avisou que vai se empenhar na derrocada de Pessuti, com quem rompeu logo depois de deixar o cargo devido às mudanças que o sucessor fez na equipe, eliminando os antigos auxiliares do ex-governador.
Da mesma forma, os deputados estaduais que já apoiavam Beto Richa antes, sinalizam que assim continuarão nos próximos quatro anos durante o mandato do tucano.
Para Pessuti, essas influências não serão determinantes, se conseguir manter a maioria no partido e se tiver a seu lado os eleitos de 2012. No próximo ano, o PMDB fará convenções municipais e estadual e haverá o confronto das forças. O resultado define quem estará no comando do partido e na condução do processo eleitoral de 2014.
Reforço
Se Dilma Rousseff (PT) vencer a eleição presidencial, o cacife de Pessuti aumenta. Embora ainda se ressinta de ter aberto mão da candidatura própria para apoiar o senador Osmar Dias (PDT), construindo o palanque único para a petista no Paraná, o atual governador do Paraná sabe que poderá ser compensado se ela for eleita. Mas Pessuti afirma que, independente de ter um ou não um cargo no governo federal, seus próximos anos serão dedicados a se fortalecer e ao PMDB.
“Nós temos que trabalhar com a perspectiva de construção de candidaturas fortes em todos os municípios. Isso não é apenas uma vontade nossa, mas um dever de um partido do tamanho do PMDB”, justificou.
As duas faces de Orlando Pessuti
Fiquei sabendo deste fato na segunda feira, mas como eu não estava em Curitiba, não pude postar isto aqui no Blog antes, mas, agora vocês estão sabendo que o Pessuti (Atual governador do paraná) é um duas caras (como se diz popularmente).
Pessuti se dizia aliado de Osmar Dias nos comícios em que o Presidente Lula esteve presente, mas, quando Lula e Dilma não estavam por perto, inaugurou obras em cidades do interior com o candidato concorrente (e que acabou eleito) à tiracolo. É isto mesmo, quando Lula e Dilma estavam no Paraná o Pessuti se dizia aliado do Osmar Dias, mas quando eles não estavam por aqui, ele apoiava e apresentava o Beto Richa para o povo do interior.
Uma destas obras inauguradas por Pessuti e Richa foi um posto de saúde na cidade de Figueira, que fica a 315 km da capital. Pessuti, Richa e o prefeito da cidade, Geraldo Garcia Molina (que é do PMDB, assim como o Pessuti), inauguraram a obra juntos, e segundo testemunhas, Pessuti pediu votos para Richa.
Que o Pessuti ficou p*to da cara porque alguns setores do PMDB ligados ao ex-governador Roberto Requião fizeram a aliança do PMDB com o PT e o PDT em torno de Osmar Dias todo mundo sabe, mas que o Pessuti tem duas faces, isto é novidade.
Agora fica a pergunta no ar: Qual a razão para o Pessuti se dizer aliado do Osmar na frente do Lula e pedir votos para o Richa quando ele (Lula) não estava por perto?!
Pessuti se dizia aliado de Osmar Dias nos comícios em que o Presidente Lula esteve presente, mas, quando Lula e Dilma não estavam por perto, inaugurou obras em cidades do interior com o candidato concorrente (e que acabou eleito) à tiracolo. É isto mesmo, quando Lula e Dilma estavam no Paraná o Pessuti se dizia aliado do Osmar Dias, mas quando eles não estavam por aqui, ele apoiava e apresentava o Beto Richa para o povo do interior.
Uma destas obras inauguradas por Pessuti e Richa foi um posto de saúde na cidade de Figueira, que fica a 315 km da capital. Pessuti, Richa e o prefeito da cidade, Geraldo Garcia Molina (que é do PMDB, assim como o Pessuti), inauguraram a obra juntos, e segundo testemunhas, Pessuti pediu votos para Richa.
Que o Pessuti ficou p*to da cara porque alguns setores do PMDB ligados ao ex-governador Roberto Requião fizeram a aliança do PMDB com o PT e o PDT em torno de Osmar Dias todo mundo sabe, mas que o Pessuti tem duas faces, isto é novidade.
Agora fica a pergunta no ar: Qual a razão para o Pessuti se dizer aliado do Osmar na frente do Lula e pedir votos para o Richa quando ele (Lula) não estava por perto?!
sábado, 9 de outubro de 2010
PMDB poderá integrar base aliada de Beto Richa
É isto mesmo que vocês leram. O PMDB Paranaense foi tomado pelos "Anti-Requião", e está em negociações para estar na base aliada do governo do Beto Richa. É uma falta de coerência total, já que o PMDB nacional apoia Dilma e o Requião é inimigo do Beto Richa.
O presidente do PMDB do Paraná, Waldir Pugliesi, disse que: “Se ele [Richa] quiser ter 40 deputados já no dia 1.º de janeiro, não terá dificuldades. Mas quando se abre mão da ideologia para deixar os cargos, os interesses e a vitória fácil imperem, as coisas ficam conturbadas”.
Já Beto Richa disse isto: “Boa parte dos deputados do PMDB esteve comigo informalmente e votou em mim. Têm vários outros partidos com quem estamos conversando. Os deputados do PSDB estão sendo procurados, e eles [peemedebistas] estão demonstrando o desejo de integrar a base de apoio do nosso governo”.
Que alguns peemedebistas preferiram a aliança com o PT e o PDT em torno de Osmar Dias do que a candidatura própria com o Pessuti com o intuíto de se elegerem eu já sabia, mas não esperava este tipo de traição dos peemedebistas. Se por um acaso a Dilma perder, é bem capaz que o PMDB passe a 'puxar o saco' do Serra só para ganhar cargos no governo. Tenho nojo deste tipo de atitude simplesmente eleitorera e interesseira.
Colocar cargo no governo acima de sua ideologia não é coisa de gente séria...
O presidente do PMDB do Paraná, Waldir Pugliesi, disse que: “Se ele [Richa] quiser ter 40 deputados já no dia 1.º de janeiro, não terá dificuldades. Mas quando se abre mão da ideologia para deixar os cargos, os interesses e a vitória fácil imperem, as coisas ficam conturbadas”.
Já Beto Richa disse isto: “Boa parte dos deputados do PMDB esteve comigo informalmente e votou em mim. Têm vários outros partidos com quem estamos conversando. Os deputados do PSDB estão sendo procurados, e eles [peemedebistas] estão demonstrando o desejo de integrar a base de apoio do nosso governo”.
Que alguns peemedebistas preferiram a aliança com o PT e o PDT em torno de Osmar Dias do que a candidatura própria com o Pessuti com o intuíto de se elegerem eu já sabia, mas não esperava este tipo de traição dos peemedebistas. Se por um acaso a Dilma perder, é bem capaz que o PMDB passe a 'puxar o saco' do Serra só para ganhar cargos no governo. Tenho nojo deste tipo de atitude simplesmente eleitorera e interesseira.
Colocar cargo no governo acima de sua ideologia não é coisa de gente séria...
Oscar Niemeyer declara apoio a Dilma
Oscar Niemeyer declara apoio a Dilma Rousseff
O arquiteto Oscar Niemeyer declarou este sábado apoio a Dilma Rousseff, que disputa com José Serra o segundo turno das eleições presidenciais Brasileiras, no dia 31 de outubro.
Niemeyer, de 102 anos, declara que vai votar em Dilma Rousseff, numa mensagem em vídeo divulgada no portal da Internet da candidata do Partido dos Trabalhadores (PT).
Num breve depoimento, o arquiteto sublinha que Dilma representa a continuidade do governo do presidente Lula que "pela primeira vez deixou o povo brasileiro sorrir um pouco".
Projetista, com o urbanista Lúcio Costa, da cidade de Brasília, Niemeyer teve um papel revolucionário na arquitetura mundial do séc. XX e mantém-se ativo apesar da avançada idade. Mantém igualmente as convicções políticas de comunista que chegaram a determinar o seu exílio em França.
Dilma Rousseff e José Serra, do PSDB, vão disputar o segundo turno das eleições da presidência do Brasil dia 31 de Outubro depois de terem conquistado 46,8 e 32,6 por cento dos votos válidos no primeiro turno.
O primeiro debate entre os dois candidatos acontece domingo na TV Bandeirantes.
O arquiteto Oscar Niemeyer declarou este sábado apoio a Dilma Rousseff, que disputa com José Serra o segundo turno das eleições presidenciais Brasileiras, no dia 31 de outubro.
Niemeyer, de 102 anos, declara que vai votar em Dilma Rousseff, numa mensagem em vídeo divulgada no portal da Internet da candidata do Partido dos Trabalhadores (PT).
Num breve depoimento, o arquiteto sublinha que Dilma representa a continuidade do governo do presidente Lula que "pela primeira vez deixou o povo brasileiro sorrir um pouco".
Projetista, com o urbanista Lúcio Costa, da cidade de Brasília, Niemeyer teve um papel revolucionário na arquitetura mundial do séc. XX e mantém-se ativo apesar da avançada idade. Mantém igualmente as convicções políticas de comunista que chegaram a determinar o seu exílio em França.
Dilma Rousseff e José Serra, do PSDB, vão disputar o segundo turno das eleições da presidência do Brasil dia 31 de Outubro depois de terem conquistado 46,8 e 32,6 por cento dos votos válidos no primeiro turno.
O primeiro debate entre os dois candidatos acontece domingo na TV Bandeirantes.
Pessuti tenta atrair PV Paranaense
De olho em um apoio do PV do Paraná à candidatura de Dilma Rousseff (PT), o governador Orlando Pessuti (PMDB) almoçou ontem com as lideranças do partido no estado. Apesar de se tratar de um encontro informal, o peemedebista, que é coordenador político da campanha de Dilma no Paraná, questionou os verdes a respeito de um possível apoio à candidata petista. A resposta, porém, foi que, antes de se posicionar, o PV local irá aguardar a decisão que será tomada pelo diretório nacional da legenda, no próximo dia 17.
O assédio em cima do PV se explica pelo fato de a senadora Marina Silva (PV-AC) ter obtido no Paraná quase 1 milhão de votos, ficando com 15,91% dos votos válidos. “Os votos da Marina não irão necessariamente para o Serra. Boa parcela deles irá para a Dilma”, afirmou o presidente estadual do PT, Ênio Verri.
Candidato derrotado pelo PV ao governo do estado, Paulo Salamuni disse que o almoço com Pessuti foi apenas uma cortesia do governador para cumprimentar os verdes pelo desempenho nas eleições. Ele, no entanto, admitiu que o peemedebista pediu apoio à campanha de Dilma no Paraná. “Explicamos ao Pessuti que isso ainda está em processo de decisão dentro do PV. Aguardaremos uma posição da direção nacional para nos posicionarmos no estado”, declarou. “Por coincidência, a Marina me ligou no meio do almoço e a coloquei em contato com o governador. Ele a cumprimentou pelo desempenho nas urnas.”
O presidente estadual do PV, Melo Viana, reforçou que nenhum posicionamento será tomado no Paraná antes da decisão da executiva nacional da legenda.
O assédio em cima do PV se explica pelo fato de a senadora Marina Silva (PV-AC) ter obtido no Paraná quase 1 milhão de votos, ficando com 15,91% dos votos válidos. “Os votos da Marina não irão necessariamente para o Serra. Boa parcela deles irá para a Dilma”, afirmou o presidente estadual do PT, Ênio Verri.
Candidato derrotado pelo PV ao governo do estado, Paulo Salamuni disse que o almoço com Pessuti foi apenas uma cortesia do governador para cumprimentar os verdes pelo desempenho nas eleições. Ele, no entanto, admitiu que o peemedebista pediu apoio à campanha de Dilma no Paraná. “Explicamos ao Pessuti que isso ainda está em processo de decisão dentro do PV. Aguardaremos uma posição da direção nacional para nos posicionarmos no estado”, declarou. “Por coincidência, a Marina me ligou no meio do almoço e a coloquei em contato com o governador. Ele a cumprimentou pelo desempenho nas urnas.”
O presidente estadual do PV, Melo Viana, reforçou que nenhum posicionamento será tomado no Paraná antes da decisão da executiva nacional da legenda.
O Erro que pode custar paro para Dilma no Paraná
Existe um erro que foi cometido no 1º turno que será cometido no 2º e fará com que a candidata do PT Dilma Rousseff não consiga vencer o candidato do PSDB, José Serra aqui no Paraná, e eu vou dizer qual é: Usar o ex-governador e senador eleito Roberto Requião na campanha.
Requião tem um indice de rejeição altíssimo em Curitiba e na Região Metropolitana, e sua rejeição aumentou nos ultimos meses em Londrina e em Maringá. A rejeição dos curitibanos pelo Requião é tão grande que ele ficou em 4º lugar na cidade, com 305.109 votos (16,26%), ficando atrás do Gustavo Fruet (646.886 votos, 34,47%), da Gleisi (413.993 votos, 22,06%) e até do Ricardo Barros (406.606 votos, 21,67%).
E como se não bastasse, Requião teve votações fraquíssimas em Maringá e em Londrina(também ficou em 4º em ambas as cidades). Requião está perdendo cada dia mais espaço na política paranaense, e pode ser que esta eleição seja a última que ele tenha vencido.
Se a Dilma quizer virar e vencer José Serra aqui no Paraná, precisará rever algumas coisas, mas a principal delas, é esta "parceria" com o Requião no palanque. Já foi o tempo em que Requião atraía votos. Atualmente, quem é apoiado por ele PERDE votos, principalmente nas 3 principais cidades do estado.
Ou a coordenação de campanha da Dilma no Paraná acorda e deixa o Requião fora da campanha dela, ou ela não conseguirá vencer o Serra aqui no estado.
Requião tem um indice de rejeição altíssimo em Curitiba e na Região Metropolitana, e sua rejeição aumentou nos ultimos meses em Londrina e em Maringá. A rejeição dos curitibanos pelo Requião é tão grande que ele ficou em 4º lugar na cidade, com 305.109 votos (16,26%), ficando atrás do Gustavo Fruet (646.886 votos, 34,47%), da Gleisi (413.993 votos, 22,06%) e até do Ricardo Barros (406.606 votos, 21,67%).
E como se não bastasse, Requião teve votações fraquíssimas em Maringá e em Londrina(também ficou em 4º em ambas as cidades). Requião está perdendo cada dia mais espaço na política paranaense, e pode ser que esta eleição seja a última que ele tenha vencido.
Se a Dilma quizer virar e vencer José Serra aqui no Paraná, precisará rever algumas coisas, mas a principal delas, é esta "parceria" com o Requião no palanque. Já foi o tempo em que Requião atraía votos. Atualmente, quem é apoiado por ele PERDE votos, principalmente nas 3 principais cidades do estado.
Ou a coordenação de campanha da Dilma no Paraná acorda e deixa o Requião fora da campanha dela, ou ela não conseguirá vencer o Serra aqui no estado.
Atletiba na Câmara dos Vereadores
Clássico Atletiba na Câmara dos Vereadores
O clima de Atletiba tomou conta da discussão sobre a Copa do Mundo de 2014 em Curitiba. Vereadores ligados ao Coritiba querem incluir o Couto Pereira no projeto de lei que institui potencial construtivo à Arena da Baixada. Iniciativa que já recebeu reposta negativa da prefeitura.
A proposta foi apresentada ontem, em audiência pública na Câmara Municipal, pelo vereador Felipe Braga Cortes (PSDB), que é conselheiro do clube alviverde. “Uma comissão do Conselho Deliberativo procurou vereadores para apresentar um substitutivo que contemple o Coritiba”, explica.
O documento altera a mensagem enviada pelo prefeito Luciano Ducci na súmula e em três artigos. Com as mudanças, o texto instituiria potencial construtivo também ao Couto Pereira, “no valor de até dois terços do valor orçado para obras de adequação do estádio para treinamentos técnico-coletivos e amistosos pré-Copa do Mundo e de centro de treinamento a ser utilizado para preparação física das seleções nacionais”.
Assim, o valor máximo dos títulos que serão cedidos pela prefeitura sobe de R$ 90 milhões para R$ 180 milhões. “Estamos monitorando essa questão junto com a bancada do Coritiba. O processo sempre foi conduzido para que todos tivessem o mesmo benefício”, diz Cortes.
Na cópia do documento distribuído à imprensa, o campo reservado aos nomes dos vereadores que apresentam o substitutivo está em branco. Durante a audiência de ontem, nenhum outro parlamentar se manifestou a favor da proposta.
A ideia, porém, foi descartada pelos representantes da prefeitura que participaram. “Não vejo sentido em isonomia. Não estamos dando um recurso ao Atlético, mas para viabilizar a Copa do Mundo na cidade. Os outros clubes não estão participando”, defende o presidente do Instituto de Planejamento Urbano (Ippuc), Cléver de Almeida.
“Para treinamentos, talvez alguns locais sejam contemplados com recursos federais ou mesmo do Estado”, completa a secretária municipal de Urbanismo, Suely Hass.
Barrado
O líder do prefeito na Câmara, Mário Celso Cunha (PSB), que é conselheiro do Atlético, descartou a possibilidade de o substitutivo ser aprovado na Casa. “Qualquer substitutivo descaracteriza o projeto de lei e inviabiliza o convênio assinado com o governo do estado e a prefeitura. Parece que esse é o objetivo. Se for oficialmente apresentado, será derrubado em plenário", garante.
Mario Celso, porém, não descartou a possibilidade que Coritiba e Paraná Clube recebam algum benefício no futuro. “Mas para isso tem que haver projetos. Se futuramente forem apresentados, pode ser que recebam o benefício”, conclui.
Populares pedem voz na Copa
A ação popular na discussão sobre os projetos ligados à Copa também gerou polêmica na audiência pública. Entidades de classe, associações e ONGs cobraram da prefeitura e do governo do Estado mais participação e a apresentação de projetos alternativos à Arena da Baixada.
O secretário especial do Estado para assuntos da Copa, Algaci Túlio, questionou o momento das cobranças. “Faz dois anos que se fala na realização da Copa do Mundo em Curitiba. Nenhuma entidade apresentou qualquer proposta ao governo.”
A colocação de Algaci foi rebatida aos gritos por alguns que acompanhavam a audiência. “Ninguém nos procurou”, “não fomos ouvidos”, responderam.
Participaram da audiência representantes de entidades como Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), Sindicato dos Arquitetos e até do Movimento Nacional da População de Rua.
“Gostaria de citar o exemplo da Bahia, que pega moradores de rua e os capacita como guias turísticos. Poderíamos ter um convênio com a prefeitura para dar capacitação a estes desabrigados”, destacou o representante do movimento, Vilmar Rodrigues.
O clima de Atletiba tomou conta da discussão sobre a Copa do Mundo de 2014 em Curitiba. Vereadores ligados ao Coritiba querem incluir o Couto Pereira no projeto de lei que institui potencial construtivo à Arena da Baixada. Iniciativa que já recebeu reposta negativa da prefeitura.
A proposta foi apresentada ontem, em audiência pública na Câmara Municipal, pelo vereador Felipe Braga Cortes (PSDB), que é conselheiro do clube alviverde. “Uma comissão do Conselho Deliberativo procurou vereadores para apresentar um substitutivo que contemple o Coritiba”, explica.
O documento altera a mensagem enviada pelo prefeito Luciano Ducci na súmula e em três artigos. Com as mudanças, o texto instituiria potencial construtivo também ao Couto Pereira, “no valor de até dois terços do valor orçado para obras de adequação do estádio para treinamentos técnico-coletivos e amistosos pré-Copa do Mundo e de centro de treinamento a ser utilizado para preparação física das seleções nacionais”.
Assim, o valor máximo dos títulos que serão cedidos pela prefeitura sobe de R$ 90 milhões para R$ 180 milhões. “Estamos monitorando essa questão junto com a bancada do Coritiba. O processo sempre foi conduzido para que todos tivessem o mesmo benefício”, diz Cortes.
Na cópia do documento distribuído à imprensa, o campo reservado aos nomes dos vereadores que apresentam o substitutivo está em branco. Durante a audiência de ontem, nenhum outro parlamentar se manifestou a favor da proposta.
A ideia, porém, foi descartada pelos representantes da prefeitura que participaram. “Não vejo sentido em isonomia. Não estamos dando um recurso ao Atlético, mas para viabilizar a Copa do Mundo na cidade. Os outros clubes não estão participando”, defende o presidente do Instituto de Planejamento Urbano (Ippuc), Cléver de Almeida.
“Para treinamentos, talvez alguns locais sejam contemplados com recursos federais ou mesmo do Estado”, completa a secretária municipal de Urbanismo, Suely Hass.
Barrado
O líder do prefeito na Câmara, Mário Celso Cunha (PSB), que é conselheiro do Atlético, descartou a possibilidade de o substitutivo ser aprovado na Casa. “Qualquer substitutivo descaracteriza o projeto de lei e inviabiliza o convênio assinado com o governo do estado e a prefeitura. Parece que esse é o objetivo. Se for oficialmente apresentado, será derrubado em plenário", garante.
Mario Celso, porém, não descartou a possibilidade que Coritiba e Paraná Clube recebam algum benefício no futuro. “Mas para isso tem que haver projetos. Se futuramente forem apresentados, pode ser que recebam o benefício”, conclui.
Populares pedem voz na Copa
A ação popular na discussão sobre os projetos ligados à Copa também gerou polêmica na audiência pública. Entidades de classe, associações e ONGs cobraram da prefeitura e do governo do Estado mais participação e a apresentação de projetos alternativos à Arena da Baixada.
O secretário especial do Estado para assuntos da Copa, Algaci Túlio, questionou o momento das cobranças. “Faz dois anos que se fala na realização da Copa do Mundo em Curitiba. Nenhuma entidade apresentou qualquer proposta ao governo.”
A colocação de Algaci foi rebatida aos gritos por alguns que acompanhavam a audiência. “Ninguém nos procurou”, “não fomos ouvidos”, responderam.
Participaram da audiência representantes de entidades como Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), Sindicato dos Arquitetos e até do Movimento Nacional da População de Rua.
“Gostaria de citar o exemplo da Bahia, que pega moradores de rua e os capacita como guias turísticos. Poderíamos ter um convênio com a prefeitura para dar capacitação a estes desabrigados”, destacou o representante do movimento, Vilmar Rodrigues.
Osmar reforça campanha de Dilma no Estado
Osmar reforça campanha de Dilma no Estado
Após perder a eleição no domingo passado, para Beto Richa (PSDB), o senador Osmar Dias (PDT) participou anteontem à noite do seu primeiro compromisso público.
Um dos presentes à reunião para discutir a campanha do segundo turno da eleição presidencial no Paraná, realizada em Curitiba, Osmar comentou o resultado da eleição pela primeira vez ao se pronunciar no encontro.
“O que o Lula fez por mim, nem um irmão faria. O que está em jogo não é minha vaidade pessoal, porque nunca a tive. O que continua em jogo, é um projeto de Paraná que, infelizmente, por pouco não chegamos. Porque nós não nos unimos só pelo Paraná, nos unimos pelo Brasil e vamos lutar até o fim para dar a vitória a Dilma, que é a vitória do povo brasileiro que ganhou muito do Lula”, afirmou o senador, que agradeceu aos aliados a lealdade demonstrada na campanha.
Osmar foi convidado a se integrar ao esforço das lideranças paranaenses para ajudar no segundo turno da campanha de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República, junto com os senadores eleitos Roberto Requião (PMDB), Gleisi Hoffmann (PT) e o governador Orlando Pessuti (PMDB), além de lideranças de partidos que integram a coligação nacional, como o deputado federal eleito Ratinho Junior (PSC).
“Quando o Lula me pediu ‘pegue a campanha da Dilma’, nem precisava me pedir. A Dilma também foi muito companheira. Veio ao Paraná três vezes na campanha. Nós não nos unimos só pelo Paraná, nos unimos pelo Brasil e vamos lutar até o fim para dar a vitória a Dilma, que é a vitória do povo brasileiro que ganhou muito do Lula”, acrescentou.
Osmar esteve com Lula anteontem pela manhã, em Brasília. Conforme o que relatou na reunião, o presidente lembrou que sofreu três derrotas eleitorais, mas que apesar de “doer na alma”, aprendeu muito.
Osmar disse que também aprendeu muito com Lula, a quem se referiu como “pessoa especial, iluminada”. Sobre a campanha do Paraná, Osmar afirmou que não vai guardar mágoas do governador eleito, mas que as acusações feitas pelo tucano vão ficar registradas.
“Não sei o que é pior. Se é o adversário que agride a sua família ou se é o companheiro que trai na caminhada. Mas as duas coisas são muito ruins. No meu coração não tem lugar para rancor. Mas que a gente registra, a gente registra. Porque eu não sou o que meu adversário disse que eu sou”, afirmou.
Osmar disse que Beto escolheu o caminho contrário na campanha. “Nós escolhemos o caminho da retidão. Estou com a minha consciência pura e limpa. Infelizmente, a dele não vai ficar”, atacou o pedetista.
Tem lado
A campanha que setores da igreja católica têm feito contra Dilma Rousseff por causa da discussão sobre a descriminalização do aborto foi condenada pelo senador.
“Política não é levar para dentro das igrejas um discurso construído a partir de marqueteiros que fazem uma pesquisa qualitativa e vêem que um assunto pode render perda de votos para os adversários”, avaliou Osmar.
A Igreja Católica deveria estar ao lado da candidatura de Dilma, defendeu Osmar. “A Igreja sempre pregou que o governo deve defender os pobres. Que um governo deve defender os miseráveis. E se o governo Lula defendeu os pobres e os miseráveis, a Igreja tem que estar ao lado da candidata do Lula”, declarou.
Após perder a eleição no domingo passado, para Beto Richa (PSDB), o senador Osmar Dias (PDT) participou anteontem à noite do seu primeiro compromisso público.
Um dos presentes à reunião para discutir a campanha do segundo turno da eleição presidencial no Paraná, realizada em Curitiba, Osmar comentou o resultado da eleição pela primeira vez ao se pronunciar no encontro.
“O que o Lula fez por mim, nem um irmão faria. O que está em jogo não é minha vaidade pessoal, porque nunca a tive. O que continua em jogo, é um projeto de Paraná que, infelizmente, por pouco não chegamos. Porque nós não nos unimos só pelo Paraná, nos unimos pelo Brasil e vamos lutar até o fim para dar a vitória a Dilma, que é a vitória do povo brasileiro que ganhou muito do Lula”, afirmou o senador, que agradeceu aos aliados a lealdade demonstrada na campanha.
Osmar foi convidado a se integrar ao esforço das lideranças paranaenses para ajudar no segundo turno da campanha de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República, junto com os senadores eleitos Roberto Requião (PMDB), Gleisi Hoffmann (PT) e o governador Orlando Pessuti (PMDB), além de lideranças de partidos que integram a coligação nacional, como o deputado federal eleito Ratinho Junior (PSC).
“Quando o Lula me pediu ‘pegue a campanha da Dilma’, nem precisava me pedir. A Dilma também foi muito companheira. Veio ao Paraná três vezes na campanha. Nós não nos unimos só pelo Paraná, nos unimos pelo Brasil e vamos lutar até o fim para dar a vitória a Dilma, que é a vitória do povo brasileiro que ganhou muito do Lula”, acrescentou.
Osmar esteve com Lula anteontem pela manhã, em Brasília. Conforme o que relatou na reunião, o presidente lembrou que sofreu três derrotas eleitorais, mas que apesar de “doer na alma”, aprendeu muito.
Osmar disse que também aprendeu muito com Lula, a quem se referiu como “pessoa especial, iluminada”. Sobre a campanha do Paraná, Osmar afirmou que não vai guardar mágoas do governador eleito, mas que as acusações feitas pelo tucano vão ficar registradas.
“Não sei o que é pior. Se é o adversário que agride a sua família ou se é o companheiro que trai na caminhada. Mas as duas coisas são muito ruins. No meu coração não tem lugar para rancor. Mas que a gente registra, a gente registra. Porque eu não sou o que meu adversário disse que eu sou”, afirmou.
Osmar disse que Beto escolheu o caminho contrário na campanha. “Nós escolhemos o caminho da retidão. Estou com a minha consciência pura e limpa. Infelizmente, a dele não vai ficar”, atacou o pedetista.
Tem lado
A campanha que setores da igreja católica têm feito contra Dilma Rousseff por causa da discussão sobre a descriminalização do aborto foi condenada pelo senador.
“Política não é levar para dentro das igrejas um discurso construído a partir de marqueteiros que fazem uma pesquisa qualitativa e vêem que um assunto pode render perda de votos para os adversários”, avaliou Osmar.
A Igreja Católica deveria estar ao lado da candidatura de Dilma, defendeu Osmar. “A Igreja sempre pregou que o governo deve defender os pobres. Que um governo deve defender os miseráveis. E se o governo Lula defendeu os pobres e os miseráveis, a Igreja tem que estar ao lado da candidata do Lula”, declarou.
Gleisi diz que aborto é debate para o Congresso Nacional
Gleisi diz que aborto é debate para o Congresso Nacional
Os parlamentares eleitos pela coligação 'A União faz um novo amanhã" (PT-PDT-PMDB-PR-PSC-PCdoB) serão os principais cabos eleitorais da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) no segundo turno das eleições presidenciais no Paraná.
Cada um dos 34 deputados coordenará a campanha em sua região de atuação. A estratégia foi definida na reunião de quinta-feira à noite, que aclamou o governador Orlando Pessuti (PMDB) como coordenador-geral da campanha.
A senadora eleita pelo PT, Gleisi Hoffmann, que também coordenará a campanha, disse que os aliados precisarão atuar com força, já que, do lado adversário, Serra contará com o apoio do governador eleito, Beto Richa (PSDB).
“É lógico que ele vai participar ativamente. Governador eleito, vai querer mostrar serviço. Nós temos que enfrentar isso, deixando bem claro que dois projetos distintos estão em disputa, e não apenas a posição dos candidatos sobre um único tema”, disse.
Gleisi disse que o partido avaliou que a campanha de desconstrução da candidatura de Dilma, “baseada, principalmente, em valores religiosos”, como a principal causa da diferença de Dilma sobre os adversários ter caído a ponto de levar a eleição para o segundo turno.
“Agora, com esse diagnóstico, sabemos o que está acontecendo, e sabemos como agir. Vamos repolitizar a campanha. Fazer esse debate de quem é quem: a Dilma é a ministra do Lula, que gerou emprego, que administrou o PAC, que tirou as pessoas da pobreza. O Serra é o ministro do Fernando Henrique, do apagão, do baixo salário mínimo, do desemprego, da dívida com o FMI”, disse.
A senadora eleita lamentou a grande exploração da questão do aborto na atual fase da campanha. “Eu não acho que o debate sobre o aborto seja um debate menor, não é isso. É um debate sobre a vida e nós temos que fazê-lo. Mas, dos candidatos a presidência, temos apenas que tirar um posicionamento claro, e já tivemos. Temos que entender que essa discussão se dará no âmbito do Congresso. E os deputados e senadores que vão debater esse tema, assim como outros temas relativos a valores religiosos e morais já foram eleitos”, disse.
“Temos que mostrar à sociedade que a eleição presidencial precisa resgatar temas que são da função do presidente da república e não estão sendo discutidos: qual o modelo de política educacional que queremos? Qual a política de segurança? Isso tem que preocupar a sociedade. Isso deveria despertar o interesse das pessoas como essa questão do aborto”, diz ela.
A petista disse já ter um perfil básico do eleitor que votou em Marina Silva no primeiro turno. Público que o partido precisará atrair para a campanha de Dilma. “Vejo como um eleitor jovem, ligado às questões ambientais e, grande parte, evangélico, religioso. Por isso vamos cuidar com carinho desses três setores”, disse, explicando que a campanha atuará mostrando as conquistas do governo do PT para essas áreas, como o Prouni e Projovem, a redução do desmatamento e os investimentos em novas fontes de energia limpa.
“E fazer a discussão de valores para o eleitor religioso, mas mostrando que o debate será no parlamento e o que é importante é que o candidato tenha posição”.
Os parlamentares eleitos pela coligação 'A União faz um novo amanhã" (PT-PDT-PMDB-PR-PSC-PCdoB) serão os principais cabos eleitorais da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) no segundo turno das eleições presidenciais no Paraná.
Cada um dos 34 deputados coordenará a campanha em sua região de atuação. A estratégia foi definida na reunião de quinta-feira à noite, que aclamou o governador Orlando Pessuti (PMDB) como coordenador-geral da campanha.
A senadora eleita pelo PT, Gleisi Hoffmann, que também coordenará a campanha, disse que os aliados precisarão atuar com força, já que, do lado adversário, Serra contará com o apoio do governador eleito, Beto Richa (PSDB).
“É lógico que ele vai participar ativamente. Governador eleito, vai querer mostrar serviço. Nós temos que enfrentar isso, deixando bem claro que dois projetos distintos estão em disputa, e não apenas a posição dos candidatos sobre um único tema”, disse.
Gleisi disse que o partido avaliou que a campanha de desconstrução da candidatura de Dilma, “baseada, principalmente, em valores religiosos”, como a principal causa da diferença de Dilma sobre os adversários ter caído a ponto de levar a eleição para o segundo turno.
“Agora, com esse diagnóstico, sabemos o que está acontecendo, e sabemos como agir. Vamos repolitizar a campanha. Fazer esse debate de quem é quem: a Dilma é a ministra do Lula, que gerou emprego, que administrou o PAC, que tirou as pessoas da pobreza. O Serra é o ministro do Fernando Henrique, do apagão, do baixo salário mínimo, do desemprego, da dívida com o FMI”, disse.
A senadora eleita lamentou a grande exploração da questão do aborto na atual fase da campanha. “Eu não acho que o debate sobre o aborto seja um debate menor, não é isso. É um debate sobre a vida e nós temos que fazê-lo. Mas, dos candidatos a presidência, temos apenas que tirar um posicionamento claro, e já tivemos. Temos que entender que essa discussão se dará no âmbito do Congresso. E os deputados e senadores que vão debater esse tema, assim como outros temas relativos a valores religiosos e morais já foram eleitos”, disse.
“Temos que mostrar à sociedade que a eleição presidencial precisa resgatar temas que são da função do presidente da república e não estão sendo discutidos: qual o modelo de política educacional que queremos? Qual a política de segurança? Isso tem que preocupar a sociedade. Isso deveria despertar o interesse das pessoas como essa questão do aborto”, diz ela.
A petista disse já ter um perfil básico do eleitor que votou em Marina Silva no primeiro turno. Público que o partido precisará atrair para a campanha de Dilma. “Vejo como um eleitor jovem, ligado às questões ambientais e, grande parte, evangélico, religioso. Por isso vamos cuidar com carinho desses três setores”, disse, explicando que a campanha atuará mostrando as conquistas do governo do PT para essas áreas, como o Prouni e Projovem, a redução do desmatamento e os investimentos em novas fontes de energia limpa.
“E fazer a discussão de valores para o eleitor religioso, mas mostrando que o debate será no parlamento e o que é importante é que o candidato tenha posição”.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Carta de apoio à Esmael Morais
Venho por meio desta "carta" manifestar meu apoio ao companheiro blogueiro Esmael Morais, que desde o início da campanha eleitoral para o governo do estado está tendo seu direito à liberdade de expressão atacado pelo candidato eleito Beto Richa.
Nós, blogueiros, jornalistas (formados ou não) e participantes de redes sociais não podemos deixar que o AUTORITARISMO nos cale. De maneira nenhuma podemos deixar que algum tipo de censura tente colocar mordaça na nossa boca, estamos numa DEMOCRACIA, e não em uma DITADURA.
Beto Richa vem usando de medidas autoritárias e anti-democraticas desde o início da campanha eleitoral, e chegou ao extremo de proibir pesquisas eleitorais por mais de 15 dias no Paraná, sendo que só permitiram a ultima do IBOPE no sábado anterior ao pleito por ordem do TSE. O pior é saber que Beto Richa tem ao seu lado "juízes" e "promotores" que se vendem fácil por dinheiro.
É uma pena que estejam tentando calar a boca de jornalistas, pois sem esta profissão maravilhosa, não há como o povo saber o que se passa. É uma pena que um cara recém eleito governador de um dos principais estados do Brasil use de tamanha arbitrariedade com os jornalistas, e pior, sem motivo para isto!
Beto Richa, você foi eleito pelo povo e tem a maioria de Curitiba (a Capital) ao seu lado, não precisa CENSURAR ninguem para conseguir o que quer. Você me dá asco, me dá ÂNSIA DE VÔMITO, porque você é autoritário, consegue ser igual ao Castelo Branco, Costa e Silva, e outros militares dos tempos da DITADURA...você diz que é igual ao seu pai, então dou graças a Deus por não ter vivido na época dele, porque se você é assim, ele deveria ser PIOR...
Blogueiros, Jornalistas e Twitteiros do Paraná: Não podemos deixar que as coisas continuem como estão...
José Pedro
Nós, blogueiros, jornalistas (formados ou não) e participantes de redes sociais não podemos deixar que o AUTORITARISMO nos cale. De maneira nenhuma podemos deixar que algum tipo de censura tente colocar mordaça na nossa boca, estamos numa DEMOCRACIA, e não em uma DITADURA.
Beto Richa vem usando de medidas autoritárias e anti-democraticas desde o início da campanha eleitoral, e chegou ao extremo de proibir pesquisas eleitorais por mais de 15 dias no Paraná, sendo que só permitiram a ultima do IBOPE no sábado anterior ao pleito por ordem do TSE. O pior é saber que Beto Richa tem ao seu lado "juízes" e "promotores" que se vendem fácil por dinheiro.
É uma pena que estejam tentando calar a boca de jornalistas, pois sem esta profissão maravilhosa, não há como o povo saber o que se passa. É uma pena que um cara recém eleito governador de um dos principais estados do Brasil use de tamanha arbitrariedade com os jornalistas, e pior, sem motivo para isto!
Beto Richa, você foi eleito pelo povo e tem a maioria de Curitiba (a Capital) ao seu lado, não precisa CENSURAR ninguem para conseguir o que quer. Você me dá asco, me dá ÂNSIA DE VÔMITO, porque você é autoritário, consegue ser igual ao Castelo Branco, Costa e Silva, e outros militares dos tempos da DITADURA...você diz que é igual ao seu pai, então dou graças a Deus por não ter vivido na época dele, porque se você é assim, ele deveria ser PIOR...
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